Espaço da Bioeconomia promove debates sobre inovação e fortalecimento do setor

Após quatro dias de ampla programação, o “Espaço da Bioeconomia” na 43ª Exposição Agropecuária do Amazonas (ExpoAgro) gerou inovações, conexões, redes, divulgação e a possibilidade de construção de políticas públicas para fortalecer o setor de Bioeconomia Amazônica. No local, foi realizado o II Seminário de Bioeconomia do Amazonas com 12 momentos de falas e debates (painéis e rodas de conversa), nove oficinas sustentáveis (gastronomia, jogos e outros), além da venda de produtos da sociobiodiversidade amazônica. 

De acordo com a secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Secti), Tatiana Schor, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas (Sedecti), é extremamente importante trazer a discussão sobre Bioeconomia para a maior exposição agropecuária e mais importante do estado do Amazonas. 

“Esse ano superou as expectativas e ano que vem a gente espera fazer um pavilhão da bioeconomia onde vamos ter vários temas, trazer mais parceiros e mostrar a força que a bioeconomia tem no estado”, afirmou. O sucesso do Espaço da Bioeconomia foi evidente pela presença constante de um grande público e pela repercussão de sua programação, e conteúdo de qualidade. É fundamental ampliar a pauta da Bioeconomia na ExpoAgro, trazendo mais espaços para o debate, mais contato do público com os produtos da sociobiodiversidade, mais oportunidades para experiências sensoriais, como as promovidas pelos momentos de gastronomia e degustação, além de mais espaço e oportunidades de comercialização dos produtos do setor”, disse. 

Entre os destaques do II Seminário de Bioeconomia, estão a análise para a geração de negócios e inovações para o setor. “No Espaço da Bioeconomia encontramos a necessidade de criar um grupo de trabalho com outros órgãos aqui do estado, por exemplo, um órgão de inspeção de produtos de origem animal, e debater o avanço e a aplicação do Selo Arte para que os produtos da agricultura familiar, produzidos de forma artesanal, sejam viabilizados a comercialização no Brasil inteiro”, informou Carlos Demeterco, assessor técnico da GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH.

O espaço realizou ainda a “Vitrine da Bioeconomia”, com o objetivo de aproximar tanto o público visitante como potenciais investidores dos produtos da sociobiodiversidade que foram extraídos, cultivados, beneficiados e comercializados de forma socialmente justa e ambientalmente correta. A vitrine teve a participação de mais de 30 expositores, entre associações, organizações de base, agroindústrias e empreendedores do Amazonas e de outros estados da Amazônia Legal. 

Foram expostos produtos in natura e beneficiados a partir da sociobiodiversidade amazônica, com foco especial no pirarucu manejado, castanha-da-Amazônia, meliponicultura (mel, própolis, pólen), guaraná, açaí, cacau, mandioca e seu derivados, pimenta, babaçu e diversos outros. A Vitrine também expôs óleos essenciais obtidos a partir de espécies amazônicas, cosméticos, nutracêuticos, plantas aromáticas e medicinais, além de hortaliças, verduras e frutas produzidas de forma sustentável e orgânica na região.

O espaço também teve o objetivo de apoiar a comercialização dos produtos da agricultura familiar e das redes de conhecimento produtivo da sociobiodiversidade do Amazonas. “As pessoas passaram aqui não só pela castanha propriamente dita, mas pela história da população tradicional, que foi desenvolvida pelos próprios comunitários. A oportunidade foi incrível e, além de captar recurso [pela comercialização], podemos divulgar o trabalho de um povo que reside dentro da reserva extrativista no município de Barcelos, interior do Amazonas”, declarou a técnica de pesquisa da Fundação Vitória Amazônica (FVA) ligada à Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Unini (COOMARU), Maria Saúde (Sassá) Barbosa.

Durante o evento, também aconteceram oficinas na “Cozinha da Bioeconomia” com uma das únicas ecochef’s do Amazonas, Luizi Viana, que ensinou receitas com produtos da floresta, utilizados de forma sustentável. “Eu trabalho com uma horta escolar no Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA) onde abordamos alimentos não convencionais na merenda escolar. Aqui, no espaço, a nossa cozinha apresentou pratos com cinco produtos prioritários da cadeia produtiva que é açaí, castanha, guaraná, mel e pirarucu.  Criamos pratos sofisticados com esses ingredientes fáceis, onde as pessoas podem aprender e comercializar produtos sustentáveis”, disse a ecochef e proprietária do restaurante Moronguetá Amazônico.

Mais sobre o Espaço

O Espaço da Bioeconomia tem o apoio da iniciativa Uma Concertação pela Amazônia, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Bemol Pharma, Instituto Conexsus, Casa do Rio, Instituto Acariquara, Pátio Gourmet, Ozônio Telecomunicações e Eco Consult. Além disso, o Espaço da Bioeconomia contou com o importante patrocínio do projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor, desenvolvido no âmbito da parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

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