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Cooperativas de açaí no Amapá é tema de apresentação em congresso da Sober

As transformações produtivas e o papel das cooperativas na cadeia do açaí no estado do Amapá foi o tema apresentado pelo chefe de Transferência de Tecnologias da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho, no 63º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), realizado na Universidade Federal de Passo Fundo (RS), no período de 27 a 31 de julho. Além de Carvalho, o estudo tem como co-autores os pesquisadores Cláudia Chelala, da Universidade Federal do Amapá (Unifap); Hilton Rogério Maia Cardoso, da Unifap; e Alfredo Homma, vinculado à Embrapa Amazônia Oriental (Pará).  

O Congresso da Sober (https://www.even3.com.br/sober2025) é considerado um dos eventos científicos mais relevantes do Brasil. Ao longo das 63 edições, contribuiu para consolidar a prática do ensino, da pesquisa e da extensão no âmbito da Economia, Administração e Sociologia Rural no país. Este ano, o congresso tem como tema geral “Tecnologias, Energias Renováveis e Financiamento Verde no Agronegócio”.

A apresentação do pesquisador da Embrapa Amapá, realizada no dia 27/7, como parte do Grupo de Trabalho (GT) Cooperativismo, associativismo e demais ações coletivas no meio rural, ressaltou a trajetória das cooperativas Amazonbai e Bio+Açaí no processo de desenvolvimento da cadeia produtiva do açaí no estado do Amapá. O Artigo que deu origem à apresentação, traz como referencial teórico as diferentes formas de organização das atividades agroflorestais destacando que, historicamente, o cooperativismo não era uma tradição consolidada na Amazônia. “No entanto, observa-se um processo recente de fortalecimento das associações e cooperativas vinculadas à pequena produção e ao extrativismo na região, promovendo uma maior integração dos produtores ao mercado”, acrescentam os autores. 

A conclusão é de que as cooperativas desempenham um papel fundamental na inclusão dos pequenos produtores e extrativistas na economia formal, oferecendo condições mais justas de comercialização e maior autonomia no mercado. O estudo apresentado na Sober pontua, entretanto, desafios que precisam ser superados, como baixa habilidade gerencial em negócios, burocratização estatal, baixa conectividade com as comunidades produtoras de açaí e dificuldades logísticas, que precisam ser superados para viabilizar um modelo cooperativo eficiente no estado. —
Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Amapá

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