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Às vésperas da COP30, estudo inédito aponta que Brasil tem capacidade de zerar emissões até 2040

Relatório Brazil Net Zero By 2040 é lançado nesta quarta em evento na sede da Academia Brasileira de Ciências, no Rio

O Brasil pode zerar suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2040, uma década antes da meta atual. A conclusão é apresentada no estudo Brazil Net Zero by 2040, liderado pelo Instituto Amazônia 4.0. e assinado por pesquisadores brasileiros de diferentes instituições. O lançamento do estudo ocorre em evento na tarde desta quarta (5) na sede da Academia Brasileira de Ciências (ABC). A apresentação pode ser acompanhada on-line, por meio deste link. Jornalistas também podem ter acesso ao resumo e conteúdo do estudo no site da Agência Bori, aqui.

Coordenado por um grupo de pesquisadores renomados, o estudo usou o modelo Brazilian Land Use and Energy System Model (BLUES), um sistema integrado de avaliação que simula diferentes caminhos rumo à neutralidade de carbono. Três trajetórias foram testadas: uma que mantém a meta atual de 2050; outra baseada em soluções de uso da terra, como redução do desmatamento e restauração florestal; e uma focada na transição energética.

O trabalho avalia as condições atuais do Brasil em acelerar essa agenda, de forma a reforçar os compromissos firmados no Acordo de Paris (2015) e na COP26 (2021), que destacaram a necessidade de limitar o aquecimento global a 1,5°C. De acordo com o documento, o Brasil possui capacidade de antecipar a meta ao combinar recursos naturais, potencial de energia limpa e economia diversificada, desde que haja coordenação entre setores e novos mecanismos de financiamento climático. Confira aqui uma cartilha com resumo do estudo.


A possibilidade de antecipar para 2040 a meta de zerar emissões ganhou destaque após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, em novembro de 2024. Na ocasião, Lula pediu às outras nações que antecipassem os compromissos climáticos em cinco ou dez anos.


Lideram o estudo os membros da ABC Carlos Nobre (IEA-USP), Mercedes Bustamante (UnB) e Roberto Schaeffer (Coppe-UFRJ), em conjunto com os pesquisadores Eduardo Assad (consultor FGV-Agro/ex-Embrapa) e Nathália Nascimento (Esalq-USP). A equipe técnica inclui ainda nomes como Daiane de Souza, Fabio Diuana, Felipe Lenti, Gerd Angelkorte, Laura Polli, Luiz Bernardo Baptista, Melina Sampaio, Nubia Marques, Sabrina Carlos e Susian Martins.

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