Cooperação entre Embrapa, Senar e Sepaq amplia inovação na aquicultura do Amapá
Entre tanques, laboratórios e rios que moldam o cotidiano amazônico, a aquicultura ganhou reforço no Amapá. Durante o VI Seminário de Aquicultura, realizado nos dias 26 e 27/11, em Macapá, a Embrapa Amapá firmou convênios de cooperação com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/AP) e a Secretaria Estadual de Pesca e Aquicultura (Sepaq) e apresentou um pacote de tecnologias para fortalecer a produção de tambaqui, camarão-da-amazônia e tracajá.
“As parcerias e o trabalho integrado são fundamentais para conseguirmos avançar, tanto no contexto na geração de tecnologias, quanto para promoção e transferência aos segmentos produtivos”, saudou o chefe-geral interino, Jô de Farias Lima, na abertura do evento.
O convênio firmado com o Senar/AP prevê dois anos de ações voltadas à qualificação profissional e implantação de soluções tecnológicas para uma produção sustentável de camarão-da-amazônia na região metropolitana de Macapá e em comunidades rurais de municípios do entorno.
O superintendente do Senar/AP, Francisco Rocha, destacou que ao tomar conhecimento das tecnologias da Embrapa para fortalecer a cadeia do camarão, ficou otimista com a ideia da cooperação técnica. “Em seguida visitamos produtores de larvas de camarão no município de Mazagão (AP) e identificamos potencial para ampliar o acesso dos produtores amapaenses a essa tecnologia”.
Rede de competência em inovações e negócios
Outra parceria anunciada foi o convênio com a Sepaq, que estrutura a Rede de Competências em Inovações e Negócios para o setor. O plano visa consolidar, em quatro anos, agendas de inovação e promover programas de capacitação em produção de peixes, camarões e quelônios.
O secretário adjunto da Sepaq, Vinícius Melo, destacou o interesse da Secretaria em fortalecer as parcerias para dinamizar políticas públicas e outros desafios da cadeia da pesca e aquicultura local. Estamos abertos a trazer a contribuição da ciência para a realidade do produtor do estado do Amapá. Essa discussão por iniciativa da Embrapa (Seminário de Aquicultura) é importante porque somos nós, unidos, que vamos contribuir para diminuir os desafios dos produtores”. Com cerca de 17 mil pescadores ativos e um dos maiores consumos anuais per capita de pescado do país (25 kg por habitante), o Amapá se destaca como polo estratégico da aquicultura amazônica.
VI Seminário de Aquicultura
Este evento foi idealizado para apresentar as estratégias de pesquisa e inovação voltadas à cadeia produtiva do camarão-da-amazônia, tambaqui e tracajá. A programação reuniu especialistas, extensionistas, piscicultores, comunidades pesqueiras, para discutir tecnologias de nutrição, sanidade, reprodução e manejo sustentável na aquicultura praticada no estado.
No primeiro dia, o foco esteve nas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e nos avanços em reprodução de espécies nativas e exóticas. O segundo e último dia, 27/11, foi dedicado ao tema geral nutrição, alimentação alternativa e boas práticas de manejo.
Laboratório de Enfermidades de Crustáceos
A programação foi ampliada com temas centrais para o avanço da aquicultura. O professor Thales Passos de Andrade, diretor do Laboratório de Diagnóstico de Enfermidades de Crustáceos (Laqua) da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), atendeu ao convite para participar do seminário. Especialista e referência em diagnóstico de doenças em crustáceos, ele apresentou aspectos de sanidade no cultivo de camarões, com foco especial nas espécies de água doce e nos principais desafios sanitários enfrentados pelos produtores.
A abertura do VI Seminário de Aquicultura também contou as participações da gerente do Agronegócio e Indústria do Sebrae no Amapá, Larissa Queiroz; o representante da direção da Codevasf no Amapá, Paulo Tavares; e a vice-reitora da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Marcela Videira. —
Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação OrganizacionalEmbrapa Amapá
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

