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AmapáSaúde

Falta de pré-natal adequado está presente em 85% dos casos atendidos no setor de alto risco da Maternidade Mãe Luzia

Unidade registra aumento de internações por complicações que poderiam ser identificadas e tratadas ainda nos primeiros meses da gestação.

A ausência ou a realização inadequada do pré-natal continua sendo um dos principais desafios para a saúde materna no Amapá. Dados do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) revelam que a maioria das gestantes encaminhadas ao serviço de alto risco chega à unidade sem ter seguido corretamente o acompanhamento recomendado durante a gravidez.

O cenário tem refletido diretamente no aumento da demanda por atendimentos especializados e internações. Entre os problemas mais frequentes identificados pela equipe médica estão infecções urinárias, hipertensão arterial e diabetes gestacional sem controle adequado, condições que podem representar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

Na terça-feira, o setor de alto risco da maternidade concentrava dezenas de pacientes em acompanhamento. Segundo profissionais da unidade, muitos dos casos poderiam ter uma evolução mais favorável caso as gestantes tivessem iniciado o pré-natal logo após a confirmação da gravidez e mantido as consultas periódicas ao longo da gestação.

O pré-natal é considerado uma das principais ferramentas para monitorar a saúde da gestante e do bebê. Durante esse período, são realizados exames, avaliações clínicas e orientações que ajudam a identificar precocemente alterações que podem comprometer a gravidez.

Casos de risco

Entre as complicações que mais exigem atenção está a diabetes gestacional, que pode aumentar o risco de parto prematuro e outras intercorrências quando não recebe o tratamento adequado. Já as infecções urinárias, comuns durante a gestação, podem evoluir para quadros mais graves se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo.

Além do acompanhamento médico, especialistas destacam a importância da adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas orientadas e cumprimento das recomendações médicas. Essas medidas contribuem para reduzir riscos e favorecer o desenvolvimento saudável da gestação.

Outro impacto observado pela maternidade é a sobrecarga dos serviços especializados. Pacientes que chegam à unidade já com complicações avançadas frequentemente necessitam de internações prolongadas e cuidados de maior complexidade, o que aumenta a pressão sobre os leitos destinados às gestantes de alto risco.

Pré-natal

O Ministério da Saúde orienta que o pré-natal seja iniciado assim que a gravidez for confirmada. O acompanhamento regular, aliado à realização dos exames solicitados e ao retorno para avaliação dos resultados, é considerado fundamental para prevenir complicações e garantir mais segurança durante toda a gestação.

Diante do aumento dos casos de alto risco, profissionais da área reforçam a necessidade de que as futuras mães procurem uma unidade de saúde o mais cedo possível, assegurando um acompanhamento contínuo desde os primeiros meses da gravidez. Isso contribui para reduzir complicações, evitar internações e promover melhores condições de saúde para mães e bebês.

Com informações da Sesa

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