Operação Tabuleiro remaneja lideranças criminosas e busca interromper comunicação em unidade prisional do Amapá
Intervenção realizada na UPP José Alder contou com atuação da inteligência penitenciária e promoveu transferências planejadas e sem aviso prévio entre pavilhões.
A Polícia Penal do Amapá realizou a Operação Tabuleiro na Unidade Prisional Policial Penal José Alder (UPPJE), na Zona Oeste de Macapá, com o objetivo de dificultar a comunicação e a articulação de lideranças de organizações criminosas dentro do sistema prisional.
A ação foi baseada no remanejamento surpresa e planejado de custodiados entre diferentes pavilhões da unidade. Segundo o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), a movimentação ocorreu de forma contínua e sem aviso prévio, como estratégia para interromper fluxos de comunicação interna.
A operação foi coordenada pela Gerência de Inteligência do Iapen (Gint), pelo Grupo Tático Prisional (GTP) e por policiais penais plantonistas da unidade.
Estratégia baseada em inteligência
O nome da operação faz referência à dinâmica de movimentação do jogo de xadrez. A estratégia adotada buscou tornar imprevisíveis as transferências das lideranças entre os espaços da unidade, dificultando a manutenção de estruturas de comando dentro do presídio.
De acordo com o Iapen, a medida integra ações voltadas ao controle das unidades prisionais e à prevenção da atuação de organizações criminosas a partir do sistema penitenciário.
O diretor-presidente do Iapen, Emerson Nascimento, afirmou que a operação foi planejada para impedir a manutenção de estruturas de poder entre os custodiados.
Atuação da Gerência de Inteligência
A Operação Tabuleiro contou com informações produzidas pela Gerência de Inteligência do Iapen, setor responsável por ações de inteligência e contrainteligência no sistema penitenciário.
Criada em abril de 2024, a Gint atua no mapeamento de organizações criminosas, no acompanhamento da movimentação de lideranças e na identificação antecipada de possíveis ameaças.
Segundo o Iapen, essas informações são utilizadas para subsidiar operações realizadas nas unidades prisionais do estado.
A ação na UPP José Alder faz parte das estratégias de segurança penitenciária adotadas pelo sistema prisional do Amapá para reduzir a capacidade de articulação de grupos criminosos dentro das unidades.

