AMAZÔNIA BRASIL RÁDIO WEB

Cultura & informação da Amazônia para todo o planeta desde 11 de novembro de 2000

Geral

Diagro analisa seis mil amostras para avaliação da febre aftosa no Estado

Mais de seis mil amostras de sorologia, coletadas pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), serão a base para avaliar a circulação do vírus da febre aftosa no Estado. Os dados estão no relatório parcial da campanha estadual de vacinação contra a doença, realizada em 2014, do Oiapoque a Laranjal do Jari.

O material, que será encaminhado para análise nos próximos dias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi recolhido em bovinos e bubalinos, de 251 propriedades rurais do Amapá.

O total de animais vacinados o ano passado será divulgado na próxima semana, informa o diretor-presidente da Diagro, Otacílio Pereira Barbosa. O Estado possui, atualmente, cerca de 290 mil animais do gênero.

Até 2012, o Amapá era considerado como "risco desconhecido" da febre aftosa, pela ausência de relatório que identificasse campanhas e doença no Estado. Segundo Barbosa, a inexistência desse material impossibilitou a imunização mais abrangente e criou um gargalo.

"Perdemos receita. O Amapá poderia ser um corredor de exportação, além de ter condição de abastecimento de 66% da carne verde do Estado. A dissintonia no setor e falta de profissionais qualificados, impediram o envio do relatório e automaticamente, criou uma ausência de credibilidade", lamenta.

Em 2013, dos 55 mil bovinos identificados no Estado, 42 mil foram vacinados. Em relação aos bubalinos, de 130 mil, 119 mil foram imunizados. A expectativa da Diagro é que, os números referentes à campanha de 2014, sejam maiores e, para 2015, o índice de animais vacinados ultrapassem os 90%.

Para isso, a Agência retomou esse ano a missão de reorganizar as unidades avançadas do Estado e, em parceria com o Ministério da Agricultura, Ministério Público, associações, federações e cooperativas, criou uma força-tarefa em busca do título oficial de erradicação da febre aftosa no Amapá.

Uma das estratégias da Diagro, conforme Barbosa é identificar e vacinar o rebanho dos pequenos produtores. Além disso, serão intensificadas as campanhas de conscientização e mais rigor na penalização.

A febre aftosa é uma doença infecciosa aguda que causa febre, seguida do aparecimento de aftas, principalmente, na boca e nos pés de animais de casco. A doença é causada por um vírus, com sete tipos diferentes, que pode se espalhar rapidamente, caso as medidas de controle e erradicação não sejam adotadas logo após sua detecção.

O principal efeito da febre aftosa é comercial. A doença afeta o comércio interno e externo de animais e seus produtos. Devido ao alto poder de difusão do vírus e aos impactos econômicos provocados pela doença, a maioria dos países estabelece fortes barreiras à entrada de animais susceptíveis e seus produtos oriundos de regiões com ocorrência da febre aftosa.

A ocorrência da doença, além disso, tem também efeitos diretos sobre o bem-estar animal, na produção e produtividade dos rebanhos e é uma ameaça à segurança alimentar de pequenos produtores.

O que você pensa sobre este artigo?

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.