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Comunidades do Bailique que sofrem com o fenômeno “terras caídas” recebem auxílio da Prefeitura de M acapá

A Prefeitura de Macapá iniciou na manhã desta quinta-feira, 5, a catalogação de residências e famílias que moram nas vilas Progresso e Macedônia, no distrito do Bailique, que foram atingidas pelo fenômeno conhecido como "terras caídas", que está provocando o desbarrancamento do leito do rio. A Defesa Civil Municipal, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Coordenadoria Municipal dos Distritos (Comad), em conjunto com a Defesa Civil Estadual, estão trabalhando para montar o relatório que será enviado para a Secretaria Nacional de Defesa Civil informando sobre a situação de emergência e solicitando recursos para obras emergenciais nas duas vilas que se encontram às margens do rio Marinheiro.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Maycon Vaz, até o momento cerca de 30 residências estão em eminência de desabamento devido estarem próximas à margem, além de prédios administrativos. "Estamos catalogando e identificando as residências das vilas Progresso e Macedônia, dentre elas as que se encontram em eminente risco de desabamento pela erosão, além de analisar a situação da Unidade Básica de Saúde, que está parcialmente destruída. As pessoas estão construindo casas mais acima da margem, ou seja, recuando as edificações. Algumas mudaram para casas de parentes até que a nova moradia seja construída".

A Unidade Básica de Saúde localizada na Vila Progresso foi parcialmente destruída pela força da água. Foi necessário que derrubassem uma das paredes que estavam sob risco de desmoronamento. Mas os atendimentos emergenciais estão ocorrendo nas outras salas que não foram danificadas. O abastecimento de água na região não sofreu danos e o sistema elétrico ficou parcialmente comprometido devido à queda de alguns postes.

Fenômeno terras caídas

Comum na região amazônica, o fenômeno das terras caídas ocorre por diversos fatores, entre eles devido à força da correnteza, a ocupação do leito do rio, consequentemente, provocando o desmatamento do local e deixando a área mais sensível ao desbarrancamento da margem. Banzeiro, chuva torrencial, terra encharcada e solo seco em período de extrema estiagem também geram o fenômeno.

Texto e foto: Aline Brito/Asscom PMM

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