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Casos de violência doméstica lideram estatísticas da Segurança Pública no Amapá

Os casos de violência doméstica somam o maior número das ocorrências nos relatórios estatísticos da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Logo em seguida, aparecem as denúncias de poluição sonora.

A afirmação é do secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Gastão Calandrini, que participou de um evento na tarde desta sexta, 13, no Centro de Referência em Atendimento a Mulher (Cram). O convite partiu da coordenação do centro, em razão da visita da titular da Promotoria de Defesa dos Direitos da Mulher, Alessandra Moro, que palestrou para um grupo de mulheres sobre a Lei Maria da Penha.

O evento marcou o reinício das atividades públicas do Cram, que recebe mulheres em busca de atendimentos. Lá, elas encontram atendimento psicológico, social, jurídico e oficinas de artes e empreendedorismo para desenvolver novas ocupações no mercado de trabalho. Participaram ainda do evento, a secretária extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), Silvanda Duarte, que divide a gerência dos Crams com a Sejusp; e a coordenadora do Cram de Macapá, Otacília Paes.

No decorrer da palestra, a promotora apresentou dados de um levantamento realizado em 2014 sobre o perfil dos atendimentos na promotoria. Em 77% dos casos, as mulheres que relataram a primeira denúncia na delegacia contra seus parceiros já tinham sofrido agressões anteriores. Os motivos estão frequentemente ligados a falta de diálogo do casal, intolerância e ciúmes. Outro dado importante revelado pela pesquisa da promotoria é que a maioria dos agressores possui renda igual ou até um salário mínimo, e suas companheiras não possuem renda própria.

Há cinco anos como titular da promotoria, Alessandra Moro vivencia os reflexos da violência dentro dos lares amapaenses."Quando o homem agride uma mulher, ele não está atingindo só a ela, mas também a família inteira. O comportamento violento do pai influencia negativamente na educação dos filhos e pode criar um ciclo de violência dentro da mesma família", ressaltou.

Para a promotora, o chamado ciclo de violência consiste na condição de intimidação e o silêncio que a mulher preserva durante muitos anos por medo de denunciar o agressor. "Depois que ela quebra essa limitação e se permite sair daquele estado, tudo começa a melhorar", enfatizou.

O secretário Gastão Calandrini destacou a preocupação dos órgãos da Segurança Pública em trabalhar pela diminuição dos casos de violência doméstica. No ano passado, foram 1.342 casos registrados de violência doméstica, contra 1.302 apurados em 2013.

A prioridade do Governo Estado tem sido a reativação de mais quatro unidades do Cram, localizadas nos municípios de Mazagão, Oiapoque, Laranjal do Jarí e Porto Grande, que terão seus coordenadores nomeados a partir desta segunda-feira, 16.

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