Estande mostra criações de estudantes na área de Robótica

Educa

Oportunidade pretende motivar diretores e professores à nova proposta pedagógica

 

Márcia Fonseca

Marcia Fonseca - Expofeira-ROBÓTICA (1)Alunos de escolas públicas e particulares estão presentes no Pavilhão de Negócios, na 51ª Expofeira do Amapá. No estande instalado no espaço, os jovens realizam a demonstração de criações inovadoras desenvolvidas através do estudo da robótica no estado.

Em 2011 o Amapá participou da 1ª edição das Olimpíadas Brasileira de Robótica e desde então estudantes da área estão sendo bem premiados. “Após a nossa participação nas olimpíadas, voltamos a ganhar nos anos seguintes, e fomos cada vez mais nos aprofundando nisso”, exalta o estudante, Gustavo Aurélio, 15 anos.

Por meio, da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), os alunos têm a oportunidade e incentivo do estado, na divulgação das ideias e criações em olimpíadas, mostras nacionais e campeonatos em nível nacional e internacional. “A Setec nos motivou a apresentar essas ideias ao público. Posteriormente a nossa proposta é divulgar este trabalho nas escolas usando um manual de como iniciar a robótica dentro do espaço de ensino, que tipos de verbas federais são disponibilizadas para compra de protótipos e como os projetos podem ser iniciados”, explica Dimitri Alli Mahmud, coordenador Estadual da Olimpíada de Robótica do Amapá.

A exposição mostra duas categorias de produção de estudos de robótica que foram destaque em competição nacional. Os alunos formaram uma equipe de 12 pessoas que ganharam os três primeiros lugares na competição final da Olímpiada Brasileira de Robótica, realizada em Uberlândia-MG, onde estiveram reunidas 48 equipes de todo Brasil.   “Nós ganhamos a etapa nacional e no próximo ano estaremos indo para Alemanha para competir o mundial”, destaca João Vitor Prado, estudante do 3ª ano do ensino médio da escola Santa Bartoloméa Capitâneo.

 

Joel Ferreira estudante do Instituto Federal do Amapá, do 4ª ano do Curso Técnico de Informática, também está no espaço e expõe um trabalho desenvolvido em parceria com o amigo Lucas Pereira. O projeto desenvolvido pelos alunos, destaca a importância da robótica assistiva, aplicada em pessoas com problemas de acessibilidade.

O protótipo criado pelos estudantes auxilia pessoas com deficiência visual, por meio, de sensores ultrassônicos. “Através de um programa desenvolvido por nós, ele pode anunciar ao usuário se existe um objeto em lugares específicos desconhecidos. Consideramos a criação muito importante, pois não apresenta fatores biológicos que possam por em risco a vida do usuário”, explica Joel Ferreira.

Hoje desenvolvem projetos de robótica, a escola Santa Bartoloméa Capitâneo, o Instituto Federal do Amapá, as escola estaduais Ester Virgulino, Rivanda Nazaré e Mineko Hayashida. “Esta é uma oportunidade de motivar os diretores e professores, a estarem incentivando essa nova proposta pedagógica, que é o incentivo da matemática e física a partir da robótica”, finaliza Dimitri Alli Mahmud.

 

Olimpíada Brasileira

 

A Olimpíada Brasileira de Robótica é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos dedicada às escolas, professores e estudantes. Uma das olimpíadas científicas brasileiras apoiadas pelo CNPq, utiliza a temática da robótica para estimular alunos às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro.

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