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Programa de leitura da Justiça do Amapá aproxima bolsista da avó deficiente visual

A bolsista Gabrieli Paulino da Conceição, de 15 anos, lotada na Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amapá, criou gosto pelos livros e consequentemente o hábito diário pela leitura. Para ela, os livros têm apresentado grandes resultados em sua vida, ampliando seus conhecimentos e até mesmo possibilitando a aproximação com seus familiares.

Há três meses, após a sua avó Glacirema Barros Paulino, de 73 anos, amante da boa leitura, ter sofrido um acidente doméstico, que ocasionou a perda de sua visão, tornando sua vida triste e amargurada, a bolsista percebeu a necessidade de reacender o gosto pela vida da avó através daquilo que mais amava fazer: ler bons livros, um hábito considerado insaciável.

A jovem bolsista foi impulsionada pelo sentimento decisivo da finalidade do programa: Jovens Construindo o Futuro, e começou a ler alguns livros para a avó deficiente visual como: Contos e Poesias de Machado de Assis, Cidade de Papel e a Culpa é das Estrelas, do escritor John Green.

Essa iniciativa, além de cultivar o hábito da leitura, de ampliar conhecimento, proporcionou os sentimentos de admiração, superação e afetividade, aproximando a relação entre a neta e a avó.

“Quando eu era pequena a minha avó contava história para mim e me apaixonei pelo hábito da leitura. Após ela ficar deficiente visual percebi a necessidade de ler para minha avó que estava bastante depressiva e isolada. Foi quando notei que o comportamento estava melhorando cada vez mais. Depois resolvi contar esse fato em uma carta que escrevi, testemunhando o quanto é importante o hábito da leitura e os enormes resultados que são colhidos em nossas vidas. A leitura abre vários caminhos e fico feliz porque me ajudou a colaborar com a qualidade de vida da minha avó que estava muito triste”, disse a bolsista.

A contadora de histórias e colaboradora do programa de incentivo à leitura, Ângela Maria Oliveira de Carvalho, disse que o programa “Jovens Construindo o Futuro: do Direito ao Deleite de Ler e Escrever”, é importantíssimo na vida dos bolsistas, seja na família, na escola e no local de trabalho, pois edifica e consolida que a leitura de um bom livro modifica para melhor a vida de quem lê e também de quem escuta.

“No caso da Gabrieli, que sai de sua casa e vai ao encontro da avó, o hábito da leitura possibilitou estreitar novamente os laços afetivos com a sua avó que estava triste e que agora se sente renovada e estimulada em viver. Nós devemos encontrar tempo para lermos um bom livro, pois o hábito pela leitura amplia enormemente a boa formação do indivíduo, transformando o meio ao seu redor”, concluiu.

Texto: Dênis Santana

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