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Hidrelétrica Coaracy Nunes completa 40 anos interligada ao Sistema Nacional

Pedra fundamental, berço, escola, pioneira, mola propulsora da Eletronorte”, são alguns dos títulos e registros poéticos dados à primeira hidrelétrica da Eletrobras Eletronorte

na Amazônia brasileira, instalada na vila do Paredão, distrito do atual município de Ferreira Gomes, a 140 km da Capital do meio do mundo, Macapá, oficialmente batizada

de Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes (UHCN), em homenagem ao Deputado Federal que abraçou o projeto de construção da Hidrelétrica.

Inaugurada oficialmente em 13 de janeiro de 1976, pelo Presidente da República à época, Ernesto Geisel, dois anos após a criação da Eletronorte, a história da Hidrelétrica

do Paredão conta, na verdade, com mais de seis décadas de desafios e trabalhos árduos de desbravadores que abriram caminhos para pesquisas, projetos, construção civil,

engenharia, operação, manutenção, inovação tecnológica, até chegar a ser um dos monumentos mais importantes da região central do Amapá.

Várias homenagens serão feitas no decorrer de 2016, para marcar as quatro décadas de geração energética destinada ao desenvolvimento do então Território Federal,

hoje Estado do Amapá, o qual até setembro de 2015 recebeu toda a geração da UHCN, somada à produção da Usina Térmica Santana, para atender a população amapaense.

Com a interligação do Amapá ao Sistema Nacional, no ano passado, atualmente a antiga UHCN integra a modernidade energética e gera energia para o mercado brasileiro.

“A palavra da vez da Diretoria da Eletrobras Eletronorte é inovação! E nós já estamos vivendo a novidade da interligação do Amapá ao SIN, oficializado no dia 13 de setembro de 2015,

por meio do linhão de Tucuruí, incluindo novas hidrelétricas construídas nos rios Jari e Araguari, além da nossa Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes (UHCN), no Paredão,

a primeira da Amazônia brasileira. O desenvolvimento histórico mostra como mudou a relação da Eletronorte com o Amapá a partir da integração ao Sistema Nacional Interligado (SIN)”, comentou o Gerente.

Jorge Pelaes, com vinte e sete anos de trabalho na Usina, e há treze anos Gerente da UHCN, considera a Hidrelétrica uma verdadeira escola de conhecimentos e aperfeiçoamentos

técnicos, tanto para ele como para outros empregados, inclusive de outros estados. Na reunião de encerramento do exercício 2015 da Eletrobras Eletronorte no Amapá, Pelaes declarou

que além de um ano comemorativo, 2016 será também um ano de muitos desafios, com metas arrojadas.

“Cremos totalmente na capacidade do nosso pessoal e da empresa toda, e agora temos um contrato de gestão para cumprirmos e darmos conta das mudanças, que a princípio parecem ser difíceis,

mas sabemos que são necessárias. Pedimos a Deus que em 2016 possamos atingir nossos objetivos e creio que estamos preparados para as inovações, como a operação sistêmica e outros desafios,

para podermos nos desenvolver cada dia mais e estarmos integrados nesta nova visão empresarial”, ressaltou Pelaes.

Uma das homenagens aos 40 anos da UHCN está sendo produzida pela área de Comunicação da sede, em Brasília, em parceria com a da Regional do Amapá, por meio da sétima arte,

um filme com imagens exclusivas e testemunhos emocionantes de pessoas que escreveram e escrevem a história da primeira Hidrelétrica da Amazônia brasileira, inspirada em uma cachoeira,

maravilha da natureza, e geradora de energia que impulsionou e fortalece sonhos e realizações de milhares de pessoas que vivem no Amapá.

Oscar Filho – assessoria de comunicação

2 thoughts on “Hidrelétrica Coaracy Nunes completa 40 anos interligada ao Sistema Nacional

  • janeiro 12, 2016 em 3:06 pm
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    Cheguei ao Paredão num sábado a noite 16 de dezembro de 1972. Havia sido recrutado em Belém após entrevista técnica com os senhores Professor Mário Prata -representante da ELC Engenharia naquela cidade- e com o Dr. Karl Habby, engenheiro residente das Obras do Paredão. De dezembro de 72 até maio de 1978 trabalhando inicialmente na construção e depois na operação da usina vivenciei muitas histórias dessas lutas e vitórias. Eu era desenhista na obra e ainda detenho o desenho do primeiro Diagrama Unifilar da Usina elaborado pelo engenheiro da Eletronorte Antônio Fraiha, bem como cópias da estruturação do aeroporto e outros cujos originais é provável que num existam mais em arquivos pois, estamos falando de fatos ocorridos há mais de 40 anos muuuito antes do advento das tecnologias atuais, evidente. Era um garoto de apenas 24 anos iniciando naquela obra a jornada de “Pião Barrageiro” que estendeu-se por outros anos por outras barragens. Este breve relato é, também, pra homenagear os companheiros -muitos no andar de cima, já- que escreveram a história paredão.

    • janeiro 12, 2016 em 4:10 pm
      Permalink

      Nada como vivenciar para fazer a história. Brasileiros como você, merecem todo respeito pelo tempo que dedicaram ao país com seu trabalho.

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