Em entrevista, reitora da Unifap fala sobre orçamento e importância de emendas parlamentares

Educa

Em entrevista concedida na última sexta-feira, 7, a uma emissora de TV, a reitora Eliane Superti falou sobre as dificuldades orçamentárias que a Unifap vem enfrentando devido aos constantes contingenciamentos de recursos adotados pelo Governo Federal. O resultado do não repasse de verbas na sua totalidade tem atingido fortemente a capacidade das instituições no gerenciamento das suas atividades.

Para o ano vindouro, a projeção continua pessimista. O Ministério da Educação (MEC) anunciou que vai preservar para 2017 os mesmos valores do orçamento que as universidades federais tiveram esse ano, inclusive com os cortes de 50% no capital e 25% no custeio. Entretanto, a saúde financeira da Universidade Federal do Amapá (Unifap) deu um breve suspiro com a liberação de R$ 8.803.374,00 mi em 2016.

Com origem em emendas parlamentares, o dinheiro é usado para custear obras e projetos nos diversos campi da Universidade. Outros R$ 84 mi de verba carimbada foram destinados pela bancada federal amapaense para construção do Hospital Universitário (HU). Em 2017, mais uma vez, a administração vai buscar o apoio dos deputados e senadores para concretizar os projetos da instituição.

“Nosso cenário financeiro é delicado, mas conseguimos torná-lo menos árido em virtude do número de emendas que obtivemos de nossa bancada federal parlamentar em 2016”, frisou a reitora da Unifap, Eliane Superti. A apreensão da comunidade universitária se justifica para 2017, pois terá que atender a um número maior de acadêmicos, com crescente imperativo de custeio e necessidade de capital para administrar com orçamento que em 2016 já mostrou-se insuficiente.

Atualmente, no plano federal, em condições ordinárias, cada parlamentar dispõe do valor R$ 15 milhões de reais anuais para emendas. Esse quantitativo pode ser alocado para os projetos em diversas áreas, sendo ao menos 50% investido obrigatoriamente na saúde. Segundo a reitora, a capacidade da Universidade em multiplicar benefícios para toda a sociedade torna-a parceira estratégica para que os agentes políticos possam alcançar a comunidade por meio das emendas parlamentares.

“Isso porque a universidade, para além da formação cidadã e profissional, tem na sua finalidade a produção do conhecimento aplicado à realidade social e à extensão”, disse. “Essa última”, prossegue Superti, “é a via, por excelência, de interação com a sociedade, é a presença da instituição no dia a dia das pessoas”. A administração tem feito sua parte e encontrado meios para captação de recursos de outras fontes, economia em gastos de diárias e passagens, e prorrogação no cronograma de obras para tornar o desembolso de valores mensais menos custosos.

“Mesmo com todos os esforços, não seria possível fazer o que temos feito sem a ajuda parlamentar. Continuar a parceria demostra o comprometimento com a educação superior no estado do Amapá, também por meio da extensão, para educação não formal, promovendo inclusão social de parte da sociedade”, reiterou a reitora Superti. A Unifap é a maior instituição de ensino superior do estado. Nela estudam mais de 7.500 mil acadêmicos em quatro diferentes campi.

Kleber Soares

 

Amazônia Brasil Rádio Web ao vivo!

Dê sua opinião, não fique calado!

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.