Empresa produz chocolate usando matéria-prima cultivada na Amazônia

O diferencial do Na’Kau está na utilização da amêndoa de cacau nativa da região para fabricar o produto

O chocolate Na’Kau é um dos produtos desenvolvidos pela empresa. Foto: Divulgação/Na’Kau

Fonte de energia, o chocolate quando consumido de maneira moderada traz vários benefícios à saúde, como a prevenção do câncer e melhoria na circulação sanguínea, devido à presença de antioxidantes. E quanto mais cacau na fórmula, melhor para o consumo. A partir das amêndoas do fruto e de açúcar, a ‘Na Floresta – Alimentos Orgânicos’, empresa incubada do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) – campus Manaus Zona Leste, desenvolve o mais puro chocolate usando matéria-prima totalmente amazônica.

Criada há quatro anos, a empresa atua no segmento de alimentos amazônicos saudáveis e agrega valor aos recursos naturais da região. Um dos produtos desenvolvidos é o Na’Kau, chocolate sem aromatizantes, glúten, lactose e gordura trans que, desde janeiro deste ano, já se encontra em comercialização após um período de estudo sobre a cadeia produtiva do cacau e investimentos na área.

De acordo com o proprietário da empresa, Artur Coimbra, o diferencial do Na´Kau está na utilização da amêndoa de cacau nativa da Amazônia. “Somos a primeira fábrica de chocolate do Amazonas porque não importamos barras de chocolate de outro Estado para produzir bombons. Nós produzimos as barras de chocolate exclusivamente com os recursos naturais da região”, disse.

Graduado em Ciências Biológicas e mestre em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Coimbra destaca o conceito sustentável da empresa em conservar o meio ambiente e contribuir para o desenvolvimento regional. “Pagamos o quilo de cacau pago aos nossos fornecedores, um valor acima do praticado no mercado local, justamente para buscar a conservação da floresta. Quando valorizamos a matéria-prima e o produtor rural, contribuímos para diminuição do interesse pela extração ilegal de recursos naturais”, explicou.

O reitor do Ifam, Antonio Venâncio Castelo Branco, destacou o sucesso de mais um produto amazônico desenvolvido pelos empreendedores da Ayty – empresa incubada do Ifam – e que tem tido boa aceitação em eventos científicos nacionais e no mercado de outros Estados. “É gratificante ver que as empresas incubadas têm apresentado produtos de qualidade tão elevada. Nosso nosso objetivo é incluir o empreendedorismo na grade curricular dos cursos técnicos e de graduação e continuar apoiando e fomentando novas ideias”, ressaltou o reitor.

 

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