OSTP ensaia concerto com ‘A Ressurreição’, de Gustav Mahler

A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) realiza nesta semana os ensaios para o encerramento das comemorações pelos 20 anos de criação do grupo, em temporada iniciada há um ano e que vai culminar, no próximo dia 20 (quarta-feira), em um concerto com a obra “A Ressurreição”, Sinfonia nº 2 em dó menor, de Gustav Mahler (1860-1911), sob a regência do maestro titular da OSTP, Miguel Campos Neto, e participação das solistas Kézia Andrade (soprano) e Ana Lucia Benedetti (mezzo-soprano). Serão 110 músicos no palco e mais 60 integrantes do coral infantojuvenil Vale Música, com preparação do maestro Vanildo Monteiro. A entrada é gratuita.

O espetáculo é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Academia Paraense de Música. O evento integra a programação do 7º Festival Música na Estrada, uma realização do governo federal, via Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet e da Kommitment Produções Artísticas, apresentado pela Caixa Seguradora com patrocínio máster do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e patrocínio da Instituição de Ensino Superior Estácio.

De acordo com o maestro, trata-se de um concerto à altura da trajetória de duas décadas da OSTP, que chegou aos 21 anos com corpo técnico e repertório ao nível das grandes orquestras brasileiras. “Pode-se dizer que é um concerto de superlativos, não só pelo quantitativo e a importância do momento, mas em termos de técnica e interpretação musical. Em poucos momentos da história dessa Orquestra ela foi tão desafiada a tocar uma obra de dificuldade, que requer uma maturidade musical tamanha”, informa Miguel Campos Neto.

Superação – O maestro destaca que o trabalho à frente da OSTP, que ele conduz desde 2011, foi marcado pela incorporação de um repertório que permitisse chegar à realização de uma obra de Mahler, considerada de difícil execução. Uma das obras é a ópera “Salomé”, de Richard Strauss, apresentada ao público de Belém em 2012 durante o Festival de Ópera. Segundo o regente, por se tratar de um grupo com faixa etária jovem há vantagens e desvantagens nessa trajetória.

“A OSTP é uma orquestra de jovens, pela média das idades, e isso representa algo: quando optamos por fazer um repertório diferenciado foi a primeira vez que todos estudaram esse repertório, eu incluso. Também sou um maestro que, para a idade dos maestros, tem idade baixa. Para a sinfonia de Mahler é a primeira vez que eu estou estudando essas obras e regendo, e é a primeira vez que eles estão interpretando, também. Então, há o desafio, mas há a excitação da descoberta, da novidade. É a revelação do que fazemos. Isso se dá com todas as grandes obras que a gente toca”, explica Miguel Campos Neto.

Em dezembro de 2016, um concerto especial, com a primeira execução em Belém da “Sinfonia Fantástica”, de Hector Berlioz, foi apresentado no Theatro da Paz, marcando o início das comemorações pelos 20 anos de criação da Orquestra Sinfônica do TP – 118 anos após a inauguração do teatro – pela Secult. Do concerto inaugural, regido pelo maestro gaúcho Andi Pereira, a OSTP vem desenvolvendo suas atividades de forma ininterrupta. (Colaboração de Mirelle Giusti).

Serviço: Encerramento das comemorações pelos 20 anos da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz. Concerto com apresentação da obra “A Ressurreição”, de Gustav Mahler. Participação do Coro Lírico do Festival de Ópera do Theatro da Paz. Regência de Miguel Campos Neto. Dia 20 de dezembro (quarta-feira), às 20 h, no Theatro da Paz. Entrada franca. Retirada de ingressos a partir do dia 19/12, a partir das 09 h, na bilheteria do TP, ou pelo site www.ticketfacil.com.br

Por Dominik Giusti

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