Em cinco anos, orçamento do Ministério do Meio Ambiente cai R$ 1,3 bilhão, diz estudo

Levantamento da WWF Brasil em parceria com a ONG Contas Abertas foi divulgado nesta terça-feira. Verba para áreas consideradas fundamentais caiu R$ 100 milhões de 2017 para 2018.

studo divulgado pela WWF-Brasil, em parceria com a ONG Contas Abertas, aponta que, em cinco anos, o orçamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) caiu mais de R$ 1,3 bilhão. Em 2013, a verba prevista para a pasta era de pouco mais de R$ 5 bilhões – já em 2018, o orçamento autorizado é de 3,7 bilhões.

O levantamento aponta ainda que houve uma de mais de R$ 93 milhões entre 2017 e 2018 para áreas consideradas fundamentais.

Segundo o estudo, em 2017, o orçamento destinado às unidades de conservação e a ações como o combate ao desmatamento, a conservação de espécies, a regularização de imóveis rurais e a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos foi de pouco mais de R$ 2,216 bilhões. Já em 2018, o orçamento para essas áreas é de R$ 2,123 bilhões.

As despesas com pagamento de pessoal, por outro lado, tiveram um aumento de 2% – saíram de R$ 998 milhões em 2017 para 1,01 bilhão em 2018.

O G1 procurou os ministérios do Meio Ambiente e da Fazenda (de onde os dados para o levantamento foram tirados) e aguardava resposta até a publicação desta reportagem.

Procurado, o Ministério do Planejamento afirmou que, em razão do “atual momento fiscal e em busca de assegurar o cumprimento das metas fiscais, o governo federal se viu obrigado a reduzir os gastos em todos os órgãos da União”.

“Cabe ressaltar que, hoje, mais de 90% do orçamento federal corresponde a despesas obrigatórias ou não contingenciáveis. Portanto, qualquer ampliação de limites de gastos, sem que haja redução em outros ministérios, depende do aumento do espaço fiscal”, informou a pasta.

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