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Como o Saara afeta o clima na Amazônia?

Estudos mostram que, apesar da distância de mais de 5 mil km que separam o deserto do Saara da floresta amazônica, o deserto do Saara ajuda no crescimento da vegetação da floresta e na formação de chuva na região.

Pixabay CC

Aproximadamente 5,3 mil km separam a maior floresta tropical do planeta, a floresta amazônica, do grande deserto do Saara, uma das regiões mais quentes e secas do mundo. Então, como dois ambientes de características tão opostas e tão distantes entre si podem apresentar algum tipo de ligação?

A resposta está na circulação atmosférica, ou melhor dizendo, nos ventos! Em 2015, medidas feitas por satélites da NASA mostraram que os ventos, principalmente aqueles dos níveis mais altos da atmosfera, são responsáveis pelo transporte de 182 milhões de toneladas de poeira do deserto do Saara para as Américas todos os anos. Cerca de 28 milhões de toneladas dessa poeira – equivalente a 105 mil caminhões carregados de areia- chegam até a floresta amazônica.

Dessas 28 milhões de toneladas de poeira que chegam na Amazônia cientistas estimaram que 22 mil toneladas são de partículas de fósforo, um importante nutriente que atua como fertilizante para o crescimento da floresta amazônica. Apesar da floresta produzir essa mesma quantidade de fósforo através da decomposição da vegetação, quase todo fósforo produzido é perdido devido as chuvas e inundações.

Mas por que a poeira vinda do Saara possui tanto fósforo? Porque algumas regiões do deserto do Saara, como a depressão de Bodélé, são antigos leitos de lagos, que agora estão secos e possuem um solo rico em nutrientes provenientes da decomposição da antiga fauna e flora marinha.

Essas regiões são constantemente atingidas por intensas tempestades de areia, que se encarregam de levantar essa poeira para níveis mais altos da atmosfera e então transporta-la para o outro lado do oceano Atlântico, atingindo a floresta amazônica.

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