Baiuca

As 70 frutas e plantas brasileiras que esbanjam saúde

Um levantamento inédito destaca espécies nativas, deliciosas e nutritivas do país. Conheça mais sobre algumas delas e enriqueça já o seu cardápio

Regina Célia Pereira

A receita é assim: misture um solo heterogêneo a um bocado de sol. Acrescente um tanto de chuva, pitadas de estiagem e finalize com variações do clima tropical. Pronto! Eis a fórmula que faz brotar vegetais supernutritivos e saborosos. E tem tudo isso aqui, no quintal da nossa casa. “O Brasil concentra cerca de 20% de todas as espécies encontradas no planeta e é considerado o principal país dentre os 17 de maior biodiversidade mundial”, conta a nutricionista Daniela Beltrame, coordenadora nacional do projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (BFN).

A iniciativa, que une governo, órgãos internacionais e estudiosos das cinco regiões brasileiras, visa promover o uso sustentável e ampliar o consumo de alimentos nativos. Entre outras ações, acaba de criar o Selo de Sociobiodiversidade, vinculado ao Sipaf (Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar), que chega para agregar valor a produtos genuinamente nacionais.

“Procuramos enfatizar a importância de alternar o cardápio para não cair na monotonia”, destaca Daniela. Veja bem, a ideia não é fazer substituições e priorizar só o que é mais rico, mas, sim, ampliar os itens do menu no dia a dia. Afinal, um dos segredos da dieta saudável é o de variar sempre e, dessa forma, garantir mais nutrientes e também prazer. “Observamos um fenômeno global de padronização alimentar, com grande espaço para industrializados”, comenta a expert.

A verdade é que ingerimos quase sempre a mesma coisa – experimente dar uma espiada na despensa da sua casa. E até mesmo os povos tradicionais andam seguindo esse modelo limitado. Os pesquisadores envolvidos no BFN relatam que, entre os jovens integrantes das comunidades indígenas e quilombolas, não é raro ver certo desconhecimento em relação ao que era consumido por seus antepassados.

“Estamos ajudando a resgatar alguns hábitos”, anima-se a nutricionista Raquel Santiago, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Para tanto, um dos desafios é descobrir jeitos atrativos de incluir as espécies nativas nas preparações. E não é à toa que há um time de chefs de cozinha envolvidos. “Veja o exemplo do jatobá: ele não é apreciado devido ao aroma peculiar. Mas estamos testando receitas para suavizar essa característica”, revela Raquel. Outra frente do projeto busca capacitar merendeiras para que a criançada aprenda, desde cedo, a degustar e cuidar do que é nosso.

Conheça agora as riquezas desta terra tão abençoada por natureza.

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