Dólar sobe com guerra comercial entre China e EUA e fecha a R$ 3,74

EUA anunciaram na sexta-feira tarifas de 25% sobre 50 bilhões de dólares de produtos da China. Gigante asiático já retaliou parceiro comercial

O dólar fechou a segunda-feira (18) em alta ante o real, em meio a temores de guerra comercial entre Estados Unidos e China e de olho no quadro político doméstico, a poucos meses da eleição presidencial bastante indefinida.

O dólar avançou 0,27%, encerrando o dia a R$ 3,7400 na venda, depois de despencar 2,15% na última sessão. Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 3,7662.

“Essa nova elevação na tensão nas relações comerciais entre Estados Unidos e China aumenta a aversão ao risco nos mercados e pressiona o preço do petróleo no mercado internacional”, comentou a corretora Coinvalores, em relatório, ao citar as tarifas impostas pelos Estados Unidos à China e a retaliação de Pequim ao anúncio.

Na sexta-feira (15), o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre 50 bilhões de dólares de importações chinesas, e prometeu mais se a China revidasse, o que aconteceu. Pequim anunciou tarifa adicional de 25% sobre 659 produtos dos Estados Unidos avaliados em 50 bilhões de dólares.

No exterior, o dólar rondava a estabilidade ante uma cesta de moedas, e operava misto ante divisas de países emergentes, em alta ante o peso chileno e queda ante o peso mexicano.

A alta da moeda norte-americana também foi influenciada pela cena política local, após a notícia de que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, pediu ao presidente da 2ª Turma do STF, Ricardo Lewandowski, que coloque em pauta no dia 26 de junho novo pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de dois meses por crime de corrupção.

“De tarde o mercado começou a reavaliar isso. O STF já se decidiu pela prisão de Lula antes”, lembrou um gestor de derivativos de uma corretora nacional. “Mas estamos no Brasil, tudo tem exceção”, acrescentou.

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