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Entenda como o terremoto fez o solo ficar líquido na Indonésia

O fenômeno da liquefação do solo se seguiu ao terremoto da última sexta e fez casas, árvores e até antenas de telefonia boiarem numa grande enxurrada

As imagens são impressionantes. De um telhado, um morador da ilha Sulawesi registra o momento que uma casa passa boiando em uma enxurrada. Em seguida, novas casas, árvores e até uma antena de telefonia. Por fim, a casa onde o homem está também vai embora em meio a um rio de lama.

O vídeo, feito após o terremoto de 7.5 graus que aconteceu na manhã da última sexta-feira (28), seguido de um tsunami que arrasou as cidades de Palu e Dongala, na ilha de Sulawesi, na Indonésia, ilustra o poder de destruição de um terceiro desastre natural: a liquefação do solo.

Segundo o geólogo Tito Aureliano, pesquisador da Unicamp, a liquefação não acontece por causa da ação do tsunami. Na realidade, os dois desastres atingiram a região paralelamente e causaram mais de 1400 mortes, até o momento.

“Esse fenômeno não é causado pelo tsunami, mas pela mesma razão. Essa região da Indonésia tem muitos tremores e, toda vez que um terremoto forte acontece, corre o risco de acontecer todos esses fenômenos associados: vulcanismo, tsunami e liquefação e deslizamento de lama dos morros”, explica ele.

Excesso de água, solo com areia

O excesso de água em um solo repleto de areia, como acontece em regiões costeiras e arquipélagos como a Indonésia, agitado pelo terremoto, fez tudo virar lama, afirma Aureliano.

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