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Ter inteligência emocional é um diferencial para sua carreira

O profissional que se destaca por essa habilidade é capaz de pensar, sentir e agir de maneira sensata e totalmente consciente, já que a inabilidade pode levá-lo ao fracasso

Lilian Monteiro

A inteligência emocional é fundamental porque aumenta a capacidade de o indivíduo não apenas administrar as próprias emoções e utilizá-las a seu favor, mas também de entender o que se passa com quem está ao seu redor.

Paulo Kretly, presidente da FranklinCovey Brasil, empresa mundial focada em eficácia corporativa e pessoal, mestre em administração com especialização em marketing pela Hawthorne University, de Utah/USA, afirma que quem desenvolve inteligência emocional é capaz de pensar, sentir e agir de maneira sensata e totalmente consciente, não permitindo que seus sentimentos tomem o controle da sua vida. “O problema, no entanto, é que são raras as pessoas que realmente podem ser consideradas emocionalmente inteligentes.”

Para Paulo Kretly, por mais competente que seja o profissional, se ele não souber agir com inteligência emocional dentro da equipe ou grupo de trabalho, essa inabilidade pode levá-lo ao fracasso. “Ao conciliarmos o lado emocional com o racional, neutralizamos as emoções negativas e potencializamos as positivas. Isso permite aos emocionalmente inteligentes evitar as ações e os pensamentos destrutivos e fortalecer os comportamentos que possam gerar os resultados desejados.”

Conforme Paulo Kretly, para construir relações saudáveis, tomar decisões conscientes e não se arrepender de atitudes impulsivas, é preciso entender os pilares de sustentação da inteligência emocional e aplicá-los no dia a dia. Esses pilares são autoconhecimento, controle das emoções, empatia, automotivação e relacionamento interpessoal. “Tudo começa pelo autoconhecimento, que nada mais é do que conhecer a sua reação emocional em resposta aos mais diversos estímulos e diferentes situações. Essa é a chave que abre as portas da inteligência emocional.” Contudo, ele ressalva, é preciso estar ciente de que o tempo para adquiri-la varia de uma pessoa para outra e não há como apressar esse processo.

Paulo Kretly explica que, para controlar as emoções e saber lidar com elas nos momentos de estresse, uma das recomendações é não pensar em resultados negativos, pelo menos de imediato. “O alicerce é o otimismo. Procure enxergar somente o lado positivo, mesmo que haja pontos desfavoráveis. Não se esqueça de que há uma solução para tudo. Quando sob pressão, a atitude mais importante é tentar manter a calma. Distrações que envolvam atividades prazerosas e que canalizem a ansiedade são de grande auxílio.”

EMPATIA O gestor destaca que a empatia também está entre os pilares da inteligência emocional. “Pessoas empáticas são aquelas que sabem se colocar no lugar dos outros, reconhecendo os sentimentos e as emoções dos demais e entendendo o porquê de seus comportamentos.”

De maneira geral, pensar e refletir antes de tomar uma decisão pode trazer uma série de benefícios. Entre eles, Paulo Kretly chama a atenção para a prevenção de conflitos por conta de um ato mal pensado. “Ninguém gosta de se arrepender de algo que fez, principalmente quando envolve algum tipo de ofensa ou agressão a um de seus pares. Ao controlar as emoções e utilizá-las adequadamente, você chegará aos seus objetivos. E é exatamente nesse aspecto que a automotivação entra em cena, pois, tratando-se da inteligência emocional, esse é o pilar que recorda o indivíduo em relação à conscientização dos seus atos.”

Na análise de Paulo Kretly, o último dos pilares é o relacionamento interpessoal. “Aqui, a inteligência emocional significa ter boas relações e saber como guiar as emoções dos outros. Em teoria, isso criará ao seu redor um ambiente positivo, capaz de contagiar as demais pessoas”.

Mas qual a importância da inteligência emocional para os profissionais de uma empresa? “Pessoas que são emocionalmente inteligentes tendem a ser mais bem-sucedidas em suas vidas, tanto no âmbito pessoal como no profissional. Compreender e saber lidar com as emoções e os sentimentos é algo essencial por inúmeros motivos”, avisa o presidente da FranklinCovey Brasil.

Paulo Kretly afirma que, como inteligência emocional é um atributo que não pode ser ensinado, apenas adquirido por conta própria, os gestores devem orientar seus colaboradores sobre os pilares de sustentação e falar sobre a importância de conhecer as próprias emoções. “Diga a eles para escreverem, em um papel, os sentimentos e comportamentos relacionados a um determinado estímulo, refletindo sobre isso sempre que possível. Entenda que empresas vencedoras são aquelas em que as emoções não estão no controle”, aconselha.

Estado de Minas

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