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Confira seis coisas para não fazer durante sua próxima entrevista de emprego

Por Denise Kanda

Ter pontualidade e nunca mentir são regras que todo mundo conhece, mas o que não se deve fazer durante uma entrevista; especialista dá algumas dicas

Os últimos indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm mostrado queda no desemprego , mas o dado de que há milhões de desempregados ainda assusta muita gente e a entrada no mercado de trabalho ainda é muito competitiva. E, quando aquela oportunidade de entrevista de emprego aparece, é importante não desperdiçá-la.

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Muitos afirmam que investir na roupa social e enfatizar as próprias qualidades é o melhor a se fazer. Será mesmo? O Brasil Econômico conversou com o gerente da empresa especializada em recrutamento, Page Personnel, Renato Trindade. O headhunter , ou especialista em recrutar os melhores profissionais, listou algumas dicas que o candidato não deve fazer na entrevista de emprego .


1) Evite frases prontas

“Quem é vendedor vende qualquer coisa”. O bordão ouvido diversas vezes pelo especialista é apenas uma das muitas frases prontas que um candidato não deve dizer no momento da entrevista. Trindade explica que em momento nenhum é interessante para o recrutador ouvir isso, porque para vender é necessário muito preparo e estudo para o vendedor, ele deve compreender exatamente as necessidades do cliente.

Segundo o especialista, é muito mais interessante o candidato mostrar – de forma breve – quais as estratégias ele utiliza para bater metas e realizar um bom trabalho. Desta forma, o recrutador consegue compreender como a pessoa lida com o cotidiano profissional e o que ele faz diante das adversidades.


2) Não cite apenas pontos positivos

Para complementar a primeira dica, o headhunter também avalia que não é muito convincente para o entrevistador ouvir apenas que o candidato é muito bom em bater metas e que é muito eficiente. Nesse momento, também é interessante falar de seus pontos negativos e o que você espera desenvolver como profissional. Isso demonstra que o candidato é uma pessoa humilde, que reconhece as próprias limitações.

Trindade complementa dizendo que ninguém é um super-herói que apenas teve conquistas na vida profissional. A mesma lógica aplicada na primeira dica se aplica aqui. Ao apontar esses aspectos não tão positivos assim, o entrevistador pode apurar como o candidato lida com os problemas, como ele faz para superá-los e ele garante que isso é muito mais interessante do que apenas ouvir “eu sempre bato minhas metas”.


3) Não fale mal da empresa passada

Quando o candidato fala mal da antiga empresa ou chefe, a primeira coisa que o entrevistador vai pensar é que se aquela pessoa for demitida, ela imediatamente vai fazer o mesmo com a sua empresa, ou seja, falar mal dela. É importante que o candidato pense sobre os aprendizados e aspectos positivos que viveu no outro emprego.

Não é novidade que a Operação Lava Jato vem revelando nomes de diversas empresas envolvidas nos esquemas de corrupção. E mesmo nesse cenário, Trindade diz que não é bom o candidato apontar suas indignações sobre o ocorrido, porque até mesmo essa companhia foi capaz de trazer resultados positivos para ele como profissional, e é importante citá-los.


4) Cuidado ao ser muito amigável na entrevista

Primeiramente, o entrevistador deve se adaptar ao candidato, ou seja, se o entrevistado for muito informal, é natural que a conversa se direcione para algo mais descontraído. Mas isso deve ser equilibrado, porque o que o recrutador está avaliando são os quesitos técnico e profissional.

“A informalidade pode acontecer em um momento inicial, ou enquanto você estiver falando sobre a sua vida pessoal. Mas quando a conversa chegar na vida profissional, prevalece um diálogo mais sério”, diz Trindade. Ele também destaca que o candidato deve entender que o entrevistador não é um amigo, com quem se pode brincar livremente.

Veja íntegra no Economia – iG

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