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Aluno da Unifap desenvolve aplicativo que ensina a construir frases regionais em Libras

Dar suporte para que pessoas que nunca tiveram contato com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) possam montar frases com referências regionais e se comunicar com surdos usando uma tela do celular. Esse é objetivo do LS Academy, um aplicativo criado pelos acadêmicos Maykon Queiroz do Curso de Letras da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Davson Sousa que cursa administração em uma faculdade particular.

A estratégia é usar a tecnologia para tornar a língua de sinais mais acessível, atraente e facilitar o aprendizado. Com um clique, os usuários acessam o conteúdo contido em vídeos que ensinam como usar os sinais e montar a frases para estabelecer a conversação.

“Muitos materiais impressos, hoje, não contemplam a multidimensionalidade da língua de sinais e isso dificultava para as pessoas que queriam falar com os surdos. Eles não conseguiam aprender porque ficavam na dúvida desse material. Por isso, a nossa ideia foi criar algo prático que facilitasse as pessoas a aprender a língua, algo que fosse funcional, que elas realmente utilizam no dia a dia”, explica Maykon.

Além de trazer os sinais mais comuns como os que identificam alimentos, animais e profissões, por exemplo, o LS Academy também traz os sinais que são característicos da região norte. No espaço destinado a Macapá, constam cerca de 100 sinais que correspondem aos bairros, estabelecimentos comerciais e metáforas que são características da cidade. Em um segundo momento serão inseridos os pontos turísticos, monumentos históricos, escolas e praças, entre outros lugares que são referências ou pontos de encontro da comunidade.

Atualmente, o LS Academy é disponibilizado somente para aparelhos que usam a plataforma Android e já tem mais de oito mil downloads. Para Maykon, a procura é sinal de que o aplicativo está atingindo o objetivo de ajudar as pessoas a se comunicarem melhor com a comunidade surda.

“Eu recebi uma ligação de uma profissional da área da saúde ela usou a aba hospital do aplicativo para os pais surdos de um filho e de uma outra pessoa que está perdendo a audição e está usando o aplicativo para aprender a língua e se adaptar a condição de surdo”, conta Maycon.

Mesmo com o sucesso, os inventores não pensam em vender o aplicativo. A ideia é que ele continue disponível de forma gratuita, mas com o patrocínio de marcas e empresas que apoiam a inclusão de pessoas com deficiência.

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