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Preço da carne cai, mas não volta ao patamar do início de 2019

Nos primeiros meses do ano o preço da carne caiu, mas a previsão não é otimista: os preços do início de 2019 não devem se repetir neste ano. Veja os motivos para essa mudança.

 

No final do ano passado, muitos brasileiros foram pegos de surpresa com a alta do preço da carne bovina. Em algumas cidades, o aumento do valor do quilo foi de cerca de 30%, um percentual considerável que afetou o orçamento de milhares de famílias. No começo deste ano, algumas mudanças já começaram a surgir nos valores praticados, mas especialistas afirmam que o preço não deve voltar para o patamar do início de 2019.

O consumo de carne e a previsão do Governo

Com o aumento de preços dos últimos meses, os consumidores precisaram adaptar suas compras para que a alimentação não pesasse no bolso. Grandes mercados passaram a apostar em outros cortes em seus anúncios, como é possível perceber no folheto online do Atacadão Ofertas [1], em que a carne bovina deu espaço para a carne suína, com preços atrativos de menos de R$20 o quilo. Há também uma boa procura pelas carnes brancas, que continuam apresentando valores mais acessíveis.

Porém, quem gosta de fazer um bom churrasco vai ter uma “folga” no bolso com a queda do quilo da carne bovina, que vem acontecendo desde o começo deste ano. Ainda assim, os números não são parecidos com os obtidos no mesmo período de 2019 – e nem devem chegar ao mesmo patamar. Há seis meses, o preço médio do quilo do quarto traseiro do boi para os açougues e mercados era de R$13,50, tendo atingido em novembro passado R$18,90. Hoje, a média fica em R$17,70.

A previsão do Governo também indica que a queda dos preços não deve continuar por muito tempo. Em nota divulgada recentemente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Agência Brasil [2], os valores devem diminuir para o consumidor final por conta da queda do preço da arroba do boi gordo, mas uma vez tendo estabilizado, índices menores não são esperados. A arroba corresponde a 15 quilos de carne bovina, tendo no mês passado chegando a R$ 216 e no último dia 30, R$ 180. Isso corresponde à uma baixa média de 15%.

Sílvio Farnese, diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura acredita que estamos diante de um outro patamar do preço da carne, que não deve ser muito alterado nos próximos meses. Ou seja, é possível que o valor do quilo da carne bovina caia, mas não muito mais do que já recuou. Estamos frente a um novo padrão de preços.

A economia do setor pecuário no Brasil

Um dos principais motivos pela qual a carne teve uma mudança brusca nos preços foi a procura da China pelos produtos brasileiros, movidos por doenças em sua própria criação de suínos. Isso fez com que os produtores precisassem comprar mais bezerros, ao mesmo tempo em que não conseguiram atender toda a demanda do mercado interno. O resultado foi sentido no bolso de todos os consumidores.

Por conta disso, a qualidade da carne brasileira foi posta à prova e outras nações voltaram seus olhos para a produção do país. De lá para cá, vários frigoríficos foram habilitados para vender mais carne no exterior, especialmente para a China, que é um dos países mais exigentes para a entrada desse tipo de produto em seu mercado. Há também uma forte procura da Arábia Saudita, que por sua vez conta com regras próprias rigorosas, desde a forma de realizar o abatimento do boi até o corte.

Na prática, isso significa que a carne brasileira está cada vez mais competitiva no mercado internacional, sendo uma opção mais barata do que aquela oferecida por outros países produtores reconhecidos, como a Austrália e os Estados Unidos. A venda para outros países é um dos fatores que fazem o quilo da carne não volte para índices anteriores, afinal, ainda há mais procura do que demanda no mercado interno. 

Enquanto isso, a melhor solução é a criatividade do consumidor. Fazer substituições inteligentes é uma das principais dicas para economizar nas compras sem prejudicar o cardápio [3]. Uma boa pesquisa nos mercados da sua região ou em plataformas online que disponibilizam folhetos virtuais também pode fazer toda a diferença na hora de colocar a comida na mesa da família.

 

[1] Atacadão Ofertas (https://www.portafolhetos.com.br/atacadao/)

[2] Agência Brasil (http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-01/preco-da-carne-cai-mas-nao-volta-ao-patamar-anterior)

[3] Hora Brasil (https://www.horabrasil.com.br/121668/alta-do-preco-da-carne-como-economizar-nas-compras-sem-prejudicar-o-cardapio/)

 

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