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No dia Mundial da Educação, número de estudantes impactados negativamente pela pandemia impressiona

Segundo estimativas da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), o retrocesso é de no mínimo oito anos

Durante a pandemia, a educação foi severamente afetada, principalmente para os menos afortunados. Em uma escala de consequências, a educação de jovens de baixa renda sofreu os maiores impactos, uma vez que muitas famílias perderam sua principal fonte de renda em decorrência do aumento no número de desempregos.

Neste período de adaptações às ferramentas digitais e escancaramento das desigualdades sociais no acesso ao conhecimento, a América Latina retrocedeu, no mínimo, oito anos durante a pandemia do novo coronavírus, segundo estimativas da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

O secretário-geral da OEI para Educação, Ciência e Cultura, Mariano Jabonero, aponta que “a América Latina precisa de uma escola mais inclusiva, mais equitativa, com maior qualidade e para todos, e que todos tenham acesso à educação a distância e presencial, essencial para a maturidade educacional e a interação social”.

Com isso, a estimativa do secretário é que cerca de 17 milhões de alunos dos últimos anos do ensino médio e dos primeiros anos da graduação terão dificuldades para continuar estudando, na maioria dos casos, por terem que abandonar os estudos para auxiliar na renda familiar trabalhando.

E hoje, (28), dia em que é celebrado o Dia Mundial da Educação, o canal Futura realizará um evento on-line em seu canal no Youtube para debater tendências digitais, conectividade e acesso ao ensino de qualidade. A transmissão contará com participação de Tessa Jolls, pioneira na educação midiática nos EUA. 

Avaliação negativa na aprendizagem brasileira

Nesta semana, o governo de São Paulo divulgou que o desempenho em Matemática dos estudantes no 5º ano do Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio despencou com a pandemia. 

Contudo, anterior à pandemia, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2019, avaliação mais recente sobre a aprendizagem na educação, já apontava déficits no ensino-aprendizagem da educação básica brasileira.

Rondônia e Roraima, por exemplo, apresentaram uma variação negativa na proficiência média do 5º e do 9º ano, entre 2017 e 2019. Segundo a pesquisa, o desempenho do Amazonas em Matemática registrou queda de 0,3 ponto.

De acordo com o Saeb, o déficit na educação foi presenciado em 16 estados, e apenas nove unidades da Federação conseguiram alcançar as médias do Brasil em todas as disciplinas e etapas de ensino. Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se destacaram na pesquisa.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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