Relato emocionante de um pai sobre o nascimento do filho em tempos de pandemia

SE ME FOSSE DADA OUTRA OPORTUNIDADE…

Não se iluda. Faria tudo igualzinho.

Com toda boa vontade e percepção do que é o correto, eu não conseguiria seguir na íntegra os conselhos do pediatra e dos especialistas neonatais em relação à criação do Joaquim.

Há uma série de sentimentos, de ansiedades, de desejos, pululando de todos os lados, vindo de parentes, amigos, padrinhos e de nós próprios, que nos impedem de ter um comportamento rígido, inflexível, mesmo que isso signifique a saúde e a integridade do bebê. Todos querem vê-lo e nós também queremos mostrar a nossa bela cria e as recomendações vão sendo relevadas, embora de vez em quando baixe um baita arrependimento.

O que dizem os especialistas: só exponha o bebê daqui a uns meses, nestes primeiros dias ele fica muito vulnerável. Não deixe que peguem ou beijem as mãos do bebê. Beijinho, só se for na cabecinha e olhe lá! Não deixem que o carreguem no colo. Se for inevitável, que lavem as mãos e coloquem uma blusa limpa. Cuidado com o pescocinho que bebê, especialmente com o movimento de chicote, que pode resultar numa lesão. Depois que ele mamar, espere pacientemente 20 minutos antes de recolocá-lo na cama, para evitar os refluxos. Não são incomuns quedas ou sustos nas madrugadas, quando insones os pais tentam fazer o bebê dormir ou arrotar. Por isso, mantenham-se atentos, não durmam com o bebê no colo. Papai, faça a barba todos os dias. São comuns as brotoejas de contato da barba no rostinho do bebê. Ou seja, uma infinidade de orientações com as melhores das intenções, mas que nem sempre são ou podem ser seguidas, sob o risco de nos tornarmos pais antipáticos.

E as consequências são bem previsíveis. Já encontramos pelos de gato na roupinha dele. Assustador. Quantos episódios de vômitos em decorrência da impaciência no meio da madrugada em não esperar pelo arroto. Brotoejas no rostinho, cheiro de hálito na cabecinha do bebê e até um resquício de chocolate…

Betinha outro dia me aconselhou um curso intensivo de como segurar a cabeça de um recém-nascido. Seus olhares atentos perceberam minha inabilidade diante das chacoalhadas da cabeça de Joaquim. Ela que é quase infalível, outro dia me confessou que ambos, mãe e filho, tomaram um susto enorme às quatro da matina. Sorte que ela estava sentada no meio da cama quando acordou abruptamente, sem noção de onde estava, o que estaria fazendo.

Por isso minha reflexão me leva a crer que faríamos tudo igual, mas com a promessa de melhorar a cada dia.
No momento, estamos enfrentando um desafio. Após mamar ou quando está com cólicas, Joaquim adora ficar na posição semifetal, em cima da barriga da mãe. Com o contato pele a pele, a pulsação do coração bem próxima, a respiração, a segurança e o conforto que esse contato passa, Joaquim fica horas ali e não gosta de ser incomodado. Perde a serenidade, chora, esperneia e só cala quando o recolocam na posição.

Dizem que não é bom acostumar o bebê no colo muito tempo. Causa dependência, a mãe não consegue fazer mais nada que o filho não deixa. Mas, essa fase passa tão rápida, o bebê cresce e adquire novos hábitos. Logo mais o quereremos no colo e ele preferirá correr pelo chão.

E é mais um conselho que está indo para as cucuias.

(Ruy Godinho)

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