GAECO apreende entorpecentes, aparelhos celulares arma e munições, escondido s na cozinha do IAPEN

Na tarde da última sexta-feira, 4, o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Núcleo de Investigação (NIMP), com apoio da Coordenadoria de Inteligência Prisional e do Grupo Tático Prisional (GTP) do Instituto de Administração Penitenciária do Estado do Amapá (Iapen), e, ainda, da Polícia Federal (PF), deflagrou a Operação Caixa de Pandora, realizada dentro do IAPEN.

“A Operação foi resultado do trabalho de investigação e inteligência dos órgãos envolvidos e teve absoluto sucesso, devido ao empenho e dedicação dos servidores comprometidos, que são a maioria do sistema prisional”, destaca a coordenadora do GAECO, promotora de Justiça Andrea Guedes.

Deflagrada sem cumprimento de mandados judiciais, a operação foi realizada na tarde e noite de sexta-feira, com fortes indícios de possível flagrante dos envolvidos e a possibilidade da apreensão de todo o material ilícito no interior da cozinha do Iapen, que é administrada por uma empresa privada e tinha como gerente uma nutricionista.

De fato, todo o material foi apreendido dentro de uma grande caixa de papelão, que entrou escondida junto com os demais materiais utilizados para fazer a alimentação servida aos internos e servidores. Na ocasião, foram presos em flagrante uma funcionária e um interno do Iapen, que receberia a droga e distribuiria para os destinatários.

Foram apreendidos entorpecentes, sendo, dois quilos de cocaína e nove quilos de maconha; além de 48 (quarenta e oito) aparelhos celulares, um revólver calibre 38, farta munição de calibre 38 e de 380, dentre outros materiais ilícitos, repasados clandestinamente para o uso dos internos do estabelecimento prisional. Ambos seguem presos e aguardam decisão da justiça na audiência de custódia.

“O material ilícito era encaminhado por integrantes de facções criminosas e, depois de comercializados a valores extremamente altos dento do Iapen, acabariam capitalizando ainda mais essas facções. Infelizmente, tinham o apoio de uma funcionária da empresa terceirizada, que tinha acesso “menos rigoroso” ao Instituto”, explicou a promotora.

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