Cientistas brasileiros detectam resíduos de esgoto global na Antártica

Cientistas da Universidade Federal do Paraná identificaram a presença de substâncias na Antártica que podem estar relacionadas ao descarte de esgoto em todo o planeta.

A pesquisa foi realizada pelo Centro de Estudos do Mar da instituição, a partir do trabalho de cientistas na Estação Antártica Comandante Ferraz — a estação científica brasileira no continente gelado.

Os pesquisadores coletaram amostras de sedimentos no fundo do mar para avaliar a variação do ambiente antártico ao longo dos anos. Eles perceberam que os níveis de fósforo nas amostras aumentou ao longo do tempo. Segundo os cientistas, a substância está presente no esgoto e pode ser um indicador de que os resíduos humanos estão afetando o continente.

Outra hipótese levantada pelos cientistas é de que o aumento do fósforo no mar da Antártica está relacionado com o aquecimento global, que também é consequência da atividade humana, segundo o professor César de Castro Martins, coordenador da pesquisa.

O professor César de Castro Martins ressaltou que os estudos de monitoramento do ambiente antártico são essenciais para entender como a atividade humana interfere na dinâmica do planeta Terra.

A pesquisa da Universidade Federal do Paraná foi realizada com base em amostras coletadas pelos cientistas no continente antártico entre os anos 2000 e 2020. O estudo já foi publicado em três revistas científicas internacionais.

Edição: Jacson Segundo / Guilherme Strozi

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