Sema investiga denúncia de possível contaminação de poço próximo a posto de combustíveis em Macapá
Fiscalização foi realizada após denúncia sobre possível presença de substância semelhante a óleo diesel em água subterrânea; origem da possível contaminação ainda será apurada por meio de análises técnicas.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) realizou, nesta quarta-feira (29), uma fiscalização para apurar uma denúncia sobre a possível presença de uma substância com características semelhantes a óleo diesel na água de um poço localizado em uma empresa vizinha a um posto de combustíveis, na Zona Oeste de Macapá.
Segundo o órgão, a vistoria foi realizada após o recebimento da denúncia e tem como objetivo verificar a situação, identificar possíveis riscos ambientais e adotar as medidas cabíveis dentro das atribuições da secretaria.
Durante a inspeção, a equipe técnica constatou que, até o momento, não é possível confirmar a existência, a origem ou a extensão de uma eventual contaminação, sendo necessária a realização de análises laboratoriais e a avaliação de documentos técnicos para esclarecer o caso.
O poço vistoriado pertence a uma empresa instalada ao lado do posto de combustíveis e abastece um estabelecimento que conta com mais de 150 funcionários.

Empresa foi notificada a apresentar laudos
Como medida preventiva, a Sema notificou o posto de combustíveis para apresentar, no prazo de 48 horas, o laudo atualizado da qualidade da água dos poços de monitoramento e o relatório do teste de estanqueidade dos tanques subterrâneos, tubulações e conexões.
De acordo com a secretaria, os documentos serão utilizados para verificar a qualidade da água subterrânea e identificar se há indícios de vazamentos no sistema de armazenamento de combustíveis.
A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, informou que a atuação do órgão ocorre de forma imediata sempre que há denúncias ambientais.
“Recebemos a denúncia e prontamente iniciamos a fiscalização para verificar a situação. Neste momento, ainda não é possível confirmar uma eventual contaminação, por isso notificamos o empreendimento para apresentação dos laudos técnicos que vão subsidiar a análise da equipe. A Sema acompanha o caso de forma responsável e continuará adotando todas as medidas cabíveis dentro de suas atribuições, sempre priorizando a proteção do meio ambiente e a segurança da população”, afirmou.
Licenciamento é municipal
Segundo a Sema, o posto apresentou licença ambiental emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), responsável pelo licenciamento da atividade conforme estabelece a Resolução Coema nº 062/2024.
Mesmo com o licenciamento vigente, a secretaria informou que atua na fiscalização da denúncia para verificar a situação, em articulação com os órgãos competentes, visando à proteção ambiental e à saúde pública.
Análises definirão próximos passos
O diretor de Controle Ambiental da Sema, Fabrício Borges, explicou que a investigação segue critérios técnicos e que somente após a conclusão das análises será possível determinar se houve contaminação e sua eventual origem.
“Nossa atuação tem caráter preventivo e rigorosamente técnico. Solicitamos o teste de estanqueidade dos tanques e o laudo atualizado dos poços de monitoramento justamente para isolar a causa e verificar a integridade do sistema do posto. O prazo de 48 horas visa dar a celeridade que a situação exige. Somente após a checagem desses dados e dos laudos laboratoriais das amostras de água poderemos concluir se houve contaminação e determinar as responsabilidades ou adequações necessárias”, destacou.
Enquanto os resultados laboratoriais não forem concluídos, a recomendação é que a água do poço da empresa vizinha não seja utilizada para consumo humano, preparo de alimentos ou higiene pessoal.
Após a análise dos laudos e das informações técnicas, a Sema informou que adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas competências, em conjunto com a Semam e os órgãos de vigilância sanitária e de saúde pública.
Fotos: Divulgação Sema
Com informações da Assessoria da Sema

