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AmapáSaúde

Uso de canetas para emagrecer exige avaliação médica, alerta Sesa

Medicamentos podem ser indicados em casos específicos, mas automedicação e produtos de procedência duvidosa aumentam os riscos ao paciente

A busca por medicamentos para perda de peso tem ampliado a atenção das autoridades de saúde para os riscos do uso sem acompanhamento profissional. No Amapá, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça que as chamadas “canetas emagrecedoras” não devem ser utilizadas por conta própria e precisam de indicação clínica e acompanhamento durante o tratamento.

Na rede pública estadual, o Programa de Cirurgia Bariátrica (BariSUS) atende pacientes com obesidade por meio de uma equipe multiprofissional, que reúne endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos e cirurgiões. A avaliação considera as condições individuais de cada paciente antes da definição da estratégia terapêutica.

Medicamentos não são indicados para todos

De acordo com Amanda Brito, responsável técnica pelo BariSUS no Amapá, as medicações podem fazer parte do tratamento em situações específicas de obesidade crônica, mas não são adequadas para todas as pessoas.

A existência de outras doenças ou condições de saúde pode contraindicar determinados medicamentos. Por isso, a prescrição ocorre somente depois da avaliação endocrinológica e da análise da resposta do organismo ao tratamento.

Além da indicação correta, o acompanhamento profissional permite orientar o paciente sobre a utilização adequada do medicamento e reduzir riscos relacionados à aplicação.

Compra irregular também preocupa

Outro alerta da Sesa está relacionado à aquisição das chamadas canetas fora de estabelecimentos autorizados. A compra em fontes não regulamentadas pode colocar o consumidor em contato com produtos falsificados ou de procedência desconhecida.

A aplicação incorreta também pode provocar lesões, já que os medicamentos possuem orientações específicas quanto à forma e ao local de administração.

Por esse motivo, a orientação é não comprar medicamentos para emagrecimento sem receita e evitar produtos comercializados por meio de canais informais.

Atenção redobrada entre crianças e adolescentes

A preocupação também envolve o uso desses medicamentos por crianças e adolescentes sem acompanhamento adequado. Conforme a Sesa, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) já alertou para possíveis consequências nessa faixa etária, entre elas déficit de crescimento, perda muscular, pancreatite e alterações metabólicas.

A recomendação é que qualquer tratamento destinado à perda de peso seja definido por profissionais habilitados, considerando idade, condições clínicas e necessidades específicas de cada paciente.

Tratamento começa pela UBS

Pessoas que precisam de acompanhamento para obesidade devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A partir da avaliação inicial, o paciente pode receber encaminhamento para os serviços especializados da rede pública.

A orientação da Sesa é que medicamentos sejam utilizados somente mediante prescrição e acompanhamento profissional, evitando a automedicação e a compra de produtos de origem desconhecida.

O tratamento da obesidade pode envolver diferentes estratégias e deve ser definido individualmente, de acordo com a avaliação clínica de cada paciente.

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