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Prefeitura de Macapá confirma primeiro caso de febre chikungunya na capital

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) reuniu na manhã desta sexta-feira, 16, com técnicos da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS) e técnicos do Ministério da Saúde (MS) para discutir ações de combate ao mosquito Aedes aegypti a partir do primeiro caso autóctone confirmado de febre chikungunya em Macapá.

O caso foi confirmado em um paciente do sexo masculino, morador do bairro Infraero II, que já está recebendo o tratamento adequado por parte do município. O paciente relatou que não fez viagens recentemente nem esteve no município do Oiapoque, confirmando que a transmissão da febre chikungunya teria ocorrido na capital.

A partir desse primeiro caso confirmado, a prefeitura passará a intensificar as ações que já vêm sendo realizadas desde agosto de 2014. A partir de agora, a Semsa já pensa em estabelecer duas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), a princípio, Lélio Silva e Marcelo Cândia para serem referências no atendimento de casos suspeitos de dengue e febre chikungunya. Além disso, fará a busca de pacientes que tenham apresentado sintomas nas UBS’s, assim como o bloqueio vetorial e educação em saúde para sensibilizar a população do perigo das duas doenças e da responsabilidade que cada morador tem para evitar a proliferação de criadouros do mosquito.

Durante a reunião, o técnico do Ministério da Saúde, Matheus Cerroni, ressaltou a importância de se intensificarem as ações em toda a capital. “Nesse momento é importante que as ações que já vêm sendo realizadas possam ser mais intensificadas, principalmente nos locais apontados como médio e alto risco pelo LIRAa”.

O primeiro ciclo do LIRAa realizado em 2015 apontou 8 bairros da capital como alto risco para a infestação do mosquito Aedes, entre eles Infraero I e II e Brasil Novo, que receberão as ações de combate a partir do próximo dia 26 de janeiro.

O subsecretário de Ação à Saúde, Eldren Lage, reforçou a importância da população nesse processo de combate. “Macapá precisa de toda a atenção do Ministério da Saúde e da própria população, pois, hoje, quase 50% dos criadouros de mosquito estão no acúmulo de lixo, mantido pelos próprios moradores. De nada vai adiantar todo o trabalho e esforço que estamos fazendo se a comunidade continuar deixando seu quintal sujo e jogando lixo na rua”, reforçou.

O LIRAa apontou que 47,4% dos criadouros do mosquito estão em ambiente domiciliar.

Texto e fotos: Jamile Moreira/Asscom Semsa

Contato: 99135-6508 / 98802-8647

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