Um dia com o povo Ashaninka

Diego Gurgel

Navegando pelo Rio Amônia, encontramos o povo Ashaninka da Aldeia Apiwtxa, vilarejo que fica a três horas de barco do município de Marechal Thaumaturgo, no Acre.

A cada curva do rio, a impressão que tive é de que estava no cenário de um filme em que eu era o grande aventureiro. Ali, barrancos alcançam facilmente a altura de um prédio na cidade e, muito esporadicamente, surge uma habitação, onde sempre há alguém na janela olhando e timidamente acenando.

A cada “batida” do motor, vai sendo esquecida a noção de tempo. Apenas a contemplação de tudo aquilo que está à frente se torna importante.

Enfim, o som do motor vai diminuindo e o que se vê em seguida são pessoas que aguardam bem no alto dos barrancos. Pelas silhuetas, percebe-se uma mudança de vestimentas, língua e adereços. É a certeza de que chegamos na Apiwtxa.

Com suas longas kusmas, sua roupa tradicional, os moradores desse lugar possuem semblante expressivo e um aperto de mão firme. Era com eles que eu iria passar os próximos três dias. Após instalar-me e tomar um banho, descansei daquela jornada cansativa e prazerosa.

Na primeira manhã, acordei bem cedo para passear pelo povoado. A primeira cena que vi foi a de quatro crianças, talvez irmãos, numa atividade envolvente, em que estavam todos muito empenhados. Enquanto uma tentava incessantemente acender o fogo com um isqueiro, outra preparava uma panela com mandiocas já descascadas, e outra ainda trazia um tatu já limpo, pronto para ser assado.

Mais adiante, em cada casa por onde passei, alguém desempenhava algum papel, principalmente mulheres e crianças.

Percebi que naquele lugar as pessoas são discretas, desfrutam seu lar com a família e, pelo capricho observado nas habitações, terreiros, plantas e árvores, são muito trabalhadores e prezam por um ambiente preservado.

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