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Setor de educação teme que novo Fies dificulte o acesso

Além do número insuficiente de vagas, a Abmes avalia que as regras do novo Fies não foram devidamente esclarecidas

Por Reuters

São Paulo – O setor de ensino superior privado avalia que o novo Fies apresentado nesta quinta-feira sinaliza o empenho do governo federal em tornar o programa de financiamento estudantil financeiramente sustentável, mas alerta que algumas das mudanças podem acabar restringindo o acesso de alunos à sala de aula.

“Da forma como foi colocado, não atende a expectativa nem do setor nem da sociedade. Nós esperávamos um programa que atendesse a uma demanda social, mas ficou muito restrito aos aspectos financeiros”, disse à Reuters o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes).

Mais cedo, o ministro de Educação, Mendonça Filho, anunciou um novo formato para o Fies a partir de 2018, destacando a criação de três modalidades diferentes de financiamento.

O programa vai oferecer pelo menos 300 mil novos contratos por ano, sendo 100 mil a juro zero, 150 mil a uma taxa de 3 por cento ao ano acrescida de correção monetária e o restante a juros ainda não definidos, conforme a renda do aluno. Atualmente, a taxa cobrada no programa é de 6,5 por cento ao ano.

“Essas 300 mil vagas para 2018 não atendem a demanda e o governo já estava ofertando em torno disso desde 2015”, disse Caldas. Em 2016, o ministério de Educação (MEC) disponibilizou 325 mil vagas, das quais 203,58 mil, ou quase 63 por cento, foram preenchidas.

Neste ano, foram ofertadas 150 mil vagas para o primeiro semestre e 75 mil para o segundo, ainda nos moldes antigos do programa.

Além do número insuficiente de vagas, a Abmes avalia que as regras do novo Fies não foram devidamente esclarecidas e aguarda a publicação da portaria para uma análise mais aprofundada.

As mudanças no programa de financiamento estudantil serão implementadas por meio de medida provisória, que ainda será enviada ao Congresso.

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