Focos de queimadas preocupam os governos do Acre, Rondônia, Tocantins, Pará e o Mato Grosso

Uma forte massa de ar quente e seco se intensificou nos últimos dias sobre a maior parte do Brasil. A atuação prolongada deste sistema funciona como um bloqueio atmosférico inibe a chuva e reduz a umidade relativa do ar para níveis de alerta em algumas áreas brasileiras como o Tocantins, oeste da Bahia, Centro-Oeste e boa parte do estado de São Paulo. Com o tempo seco outro problema começa a trazer preocupação no país. São as queimadas que nesta época do ano começam a se espalhar com facilidade. A fumaça avança com rapidez e é motivo de preocupação nos estados que registram os focos de fogo. Motoristas que trafegam pelas regiões afetadas são prejudicados por causa da má visibilidade nas estradas e os aeroportos também costumam registrar problemas.

O desconforto para a população é muito grande. Além dos problemas de saúde causados por ingestão do ar poluído e pela fumaça, a fuligem das queimadas entra nas casas e suja facilmente as roupas.

Número de queimadas

O Instituto Nacional de pesquisas Espaciais (INPE), Programa de Queimadas, Monitoramento de Satélites, mostra em seu último relatório divulgado nesta terça-feira (25) que desde maio o número de focos de queimada vem aumentando pelo Brasil. No período de 01 a 24 de maio, o número de focos de fogo era de 2.731 e saltou para 7.565 em junho e neste mesmo período contabiliza 13.707 focos, somente neste mês de julho. O satélite que contabiliza o número de focos de fogo é o AQUA, informa o INPE.

Em todo o Brasil já existe atualmente mais de 31 mil focos de queimadas registrados somente no período entre 01 de janeiro e 24 de julho . Junho e Julho são meses onde o número de focos aumenta chegando ao ápice entre agosto e setembro.

O número de focos de queimada e a fumaça que se espalha com muita rapidez é motivo de preocupação principalmente para os governos do Acre, Rondônia, Tocantins, Pará e o norte de Mato Grosso. Os agricultores aproveitam a seca para limpar o terreno com o objetivo de realizar o plantio .

Os governos dos estados monitoram quem ateia fogo na mata para preparar a terra sem autorização e todos os anos equipes vão a campo para realizar um trabalho de conscientização sobre o problema da queimada em áreas rurais e em beira de estradas . Em época mais severa de seca e queimada, o governo de cada estado chega a suspender autorizações para queimadas controladas.

O Instituto Nacional de pesquisas Espaciais (INPE), Programa de Queimadas, Monitoramento de Satélites, indica que só ontem (24), foram registrados pelo satélite ACQUA, aproximadamente 150 focos em Mato Grosso. Do dia 01 de julho até ontem (24) já foram verificados 2500 focos de queimadas no Pará. O segundo estado com maior número é o Mato Grosso com aproximadamente 2100 focos , seguido por Tocantins com 1752 e Maranhão com quase 1560.

Autor / Fonte: TERRA

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