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Sete brasileiros foram assassinados a cada hora em 2016; foram mais de 60 mil mortes

Sete pessoas morreram assassinadas no Brasil a cada hora no ano de 2016, diz a 11ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apresentada na manhã desta segunda-feira, em São Paulo.

 

Ao todo, foram mais de 61 mil mortes violentas intencionais no período, o maior número já registrado pela série histórica do Anuário, e que só encontra similaridade na comparação com grandes tragédias. É como se a cada ano o Brasil sofresse um ataque de bomba atômica por ano, dizem os pesquisadores.

 

Os estados que apresentaram maiores taxas de mortes violentas intencionais foram Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas e Pará, todos esses estados superando a taxa de 50 mortes violentas por 100 mil habitantes.

 

Ainda de acordo com o Anuário, foi registrada uma queda nos gastos com Segurança Pública em 2016. Juntos, União, Estados e municípios dispenderam R$ 81 bilhões com o setor, uma queda de 2,6% em relação a 2015.

 

Os cortes promovidos pelo Governo Federal foram os mais significativos, com 10,3% a menos do que o montante utilizado em 2015. Os recursos destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública caíram 30,8% e os do Fundo Nacional Antidrogas, 64,8%. A exceção foi o Fundo Penitenciário Nacional, que teve acréscimo de 80,6% em 2016.

 

O Anuário se baseia em informações fornecidas pelos governos estaduais, pelo Tesouro Nacional, pelas polícias civil e militar, e outras fontes da Segurança Pública. De acordo com os pesquisadores, a publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área, contribuindo para a melhoria da qualidade dos dados.

* A participação do repórter foi ao vivo.

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