Dor de cabeça: 3 dicas para identificar qual tipo está te atormentando

Identificar a causa da dor de cabeça é fundamental para iniciar o tratamento

Faltava algo que unisse todas as tribos como a dor de cabeça uniu você, Harry Potter, Elizabeth Taylor e mais de 90% da população mundial que já sentiu esse sintoma ao menos uma vez na vida. Apesar de ser comum, muita gente ainda não sabe o que causa a própria dor de cabeça ou como tratá-la adequadamente. “O primeiro passo é diagnosticar as causas, e é importante que as pessoas saibam distingui-las dos gatilhos”, explica Thais Villa, neurologista e fundadora do Headache Center Brasil, a primeira clínica especializada no país.

As causas das quais a neurologista fala são os mecanismos químicos que provocam a dor de cabeça, a chave para criar novos tratamentos para a cefaleia. A enxaqueca, por exemplo, é hereditária e fruto de uma inflamação no nervo trigêmeo, que começa a produzir a molécula CGRP (do inglês, calcitonin gene-related peptide) em grandes quantidades. Essa inflamação, que é levada até os neurônios, deixa o cérebro em um estado de hiperatividade ou hiperexcitabilidade.

Outro tipo de dor de cabeça é a cefaleia tensional, que tem origens semelhantes à da enxaqueca, apesar do nome sugerir uma tensão na musculatura, o que não necessariamente é a causa. Esse tipo de dor é, na verdade, um sintoma despertado por algum fator externo — ou gatilho. Por último, a mais rara (e intensa) dor é a cefaleia em salvas, que afeta 1% das pessoas. Por se manifestar somente em algumas épocas do ano, especula-se que a origem dessa inflamação esteja no hipotálamo, a região que regula o senso de tempo.

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