Analistas apontam para baixas projeções de emprego em 2018

O ritmo de recuperação da economia mais lento que o esperado já começa a se refletir no emprego. No primeiro trimestre, o total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado caiu ao menor patamar já registrado na pesquisa Pnad Contínua, do IBGE, que teve início em 2012. E analistas começam a rever, para baixo, as projeções da criação de vagas formais este ano.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por exemplo, reduziu de 700 mil para 500 mil sua previsão de criação de empregos formais este ano. “O PIB afeta a estimativa de geração de vagas, com certeza. A grosso modo, está havendo uma frustração de crescimento (da economia)”, disse o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Ibre/FGV.

Os desempenhos decepcionantes nos principais setores da economia – indústria, comércio e serviços – também levaram a Confederação Nacional do Comércio (CNC) a reduzir sua projeção de criação de empregos formais de 1,420 milhão para 1,380 milhão. Mesmo assim, essas estimativas ainda são consideradas otimistas: as projeções de analistas consultados pelo Estadão/Broadcast apontam para a abertura média de 900 mil vagas formais. “O nível de atividade engasgou um pouco nesse primeiro trimestre. A expectativa era que engatasse a segunda marcha, mas não engatou ainda não”, disse Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC.

Embora as projeções para 2018 ainda sejam de geração de vagas, a verdade é que, no período de um ano, segundo os dados do IBGE, o País perdeu 493 mil vagas formais. E o total de vagas com carteira assinada caiu a 32,913 milhões em março, o montante mais baixo da série histórica iniciada em 2012.

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