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Premiado “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira, será exibido na sessão de abertura do Festival Amazônia DOC

O premiado documentário “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira, é o filme de abertura da quinta edição do Amazônia DOC – Festival Pan-Amazônico de Cinema 2019, nesta quinta-feira (30), às 18h30, no Teatro Maria Sylvia Nunes, em Belém. Lançado em 2018, o longa recebeu o prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio do ano passado, além do Prêmio Petrobras de Cinema na 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e de Melhor Direção no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Após a sessão, a cineasta fará um bate-papo com o público presente. Outra programação para esta noite será a homenagem para a professora e crítica de cine Maria Luzia Miranda Álvares.

O festival é uma realização da Secretaria do Audiovisual e Secretaria Especial da Cultura, do Ministério da Cidadania, com co-realização do Instituto de Cultura da Amazônia (Culta) e Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult-PA) e produção de ZFilmes. Apoio cultural: Fundação Cultural do Pará (FCP), Sesc, Belém Soft Hotel, San Tito, Universidade Federal do Pará (UFPA), Sebrae, Estrela do Norte, Banpará, Pará 2000, NET. Apoio: YetLab, Inovador Talvez, CONNE, Projeto Circular e Funtelpa.

“Torre das Donzelas” conta a história da luta das presas políticas no Brasil a partir da vida de mulheres militantes de esquerda e ex-companheiras de cela de Dilma Rousseff na ditadura militar. Elas estiveram presas juntas na década de 70 na Torre das Donzelas, como era chamado o conjunto de celas femininas no alto do Presídio. É um filme que se aventura pelo campo experimental do documentário de reinvenção, tomando como referência algumas ferramentas do psicodrama, articuladas num jogo de reconstrução cênica com o apoio de uma instalação de arte semelhante ao ambiente da prisão.

Filmado em um grande estúdio, onde a prisão cenográfica se reergueu, as personagens e um elenco de jovens atrizes se misturam, formando um mosaico de corpos, vozes, sombras, silhuetas e sons. Provocadas por esse ambiente, reconstituem os momentos mais densos e delicados vividos pelo grupo no ambiente da prisão. As presas, como agentes narrativos, e o elenco de atrizes como corpos dinâmicos trazem de volta as impressões do passado.

Homenagem

Maria Luzia Miranda Álvares, 78, natural de Abaetetuba, interior do Pará, exerceu a crítica de cinema de 1972 a 2015 (coluna “Panorama”), além de escrever artigos temáticos sobre política (de 2009-2015) no Jornal “O Liberal. É, portanto, pioneira na reflexão cinematográfica no estado. Ao lado do marido, Pedro Veriano, incentivou mostras de cineclubes para exibição dos clássicos da sétima arte em Belém e desde 1978 é membra da diretoria da Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA).

“Como constante referência para a cultura cinematográfica, este ano, a organização do Amazônia Doc 5 tem a honra de homenagear uma guerreira que influenciou e influenciará todos que gostam de cinema, seja pelos seus textos (uma geração de cinemaníacos foi formada pela sua coluna, Panorama), debates, palestras, ações de cultura cinematográfica”, destaca Marco Antônio Moreira, curador do festival e crítico de cinema.

Como professora da Universidade Federal do Pará, sua experiência é na área de Ciência Política, com ênfase em estudos eleitorais e partidos políticos, gênero e poder – sendo coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes sobre Mulher e Relações de Gênero-GEPEM/UFPA, para onde levou também o projeto “Cine Gênero”, também uma iniciativa de vanguarda para discutir questões atualmente preponderantes nos debates políticos e midiáticos.

Quinta edição

O Amazônia DOC segue até 07/06, em Belém, com reflexões que abrangem questões de gênero, meio ambiente e movimentos sociais – como a luta pelos direitos dos indígenas e da comunidade LGBTQI+, e atividades de formação e discussão com convidados da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Canal Brasil, Globo News, Médicos Sem Fronteiras, Plataforma VideoCamp, Plataforma Taturana, CineClubeTF, com mediação de realizadores e produtores paraenses. O evento terá também uma grande homenageada: a professora e crítica de cinema Maria Luzia Miranda Alvarez. De 20 a 26/06, uma mostra retrospectiva com filmes das edições anteriores ocorrerá no Cine Olympia.

O Cine-Teatro Maria Sylvia Nunes e o Cinema Líbero Luxardo abrigam as exibições de filmes, já o Sesc Ver-o-Peso recebe as oficinas e mesas-redondas, numa programação que acompanha as mudanças da tecnologia e da sociedade. “Percebo uma grande mudança na realização de documentários e existe hoje uma diversidade de formatos e de protagonismos dessa produção, que é imprescindível para estabelecer uma reflexão profunda sobre o documentário contemporâneo”, afirma Zienhe Castro, coordenadora geral do evento, após sete anos de pausa desde a última edição, em 2012.

A programação terá sessão de abertura, sessões especiais, além de duas mostras competitivas com 30 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens – que apresentam um recorte muito diverso de temas urgentes e estéticas inovadoras, que vão desde o clássico até o documentário experimental; e para finalizar, sessão de encerramento com cerimônia de premiação. Estão programados também quatro painéis de debate, três dias de masterclass com Alice Riff para alunos da Escola Pública Estadual e uma oficina sobre “Documentários de Impacto”.

Sobre Suanna Lira

Susanna Lira é cineasta e pós-graduada em Direito Internacional e Direitos Humanos. Desde 2004 é sócia da Modo Operante Produções onde onde atua como diretora de filmes. Em 2018, fez a direção e criação da série “Rotas do ódio” para a Universal/ NBC. Entre seus filmes de maior destaque estão: CLARA ESTRELA (2017); INTOLERÂNCIA.DOC (2016); MATARAM NOSSOS FILHOS (2016);  LEVANTE! (2015); DAMAS DO SAMBA (2015); PORQUE TEMOS ESPERANÇA (2014); UMA VISITA PARA ELIZABETH TEIXEIRA (2011); POSITIVAS (2010); CONTRACENA (2009); CÂMERA, CLOSE! (2005).Em 2016, foi homenageada no Festival Internacional de Cinema independente de Mar del Plata, com uma mostra onde foram exibidos seus principais filmes.

Serviço
AMAZÔNIA DOC. 5 – FESTIVAL PAN-AMAZÔNICO DE CINEMA 2019
Abertura: 30/05, às, 18h30 no Teatro Maria Sylvia Nunes (Estação das Docas), com exibição do documentário “Torre das Donzelas” (2018, 97min), de Susanna Lira
Mostras competitivas:  31/05 a 05/06, com sessões 16h, 18h e 21h, no Cinema Líbero Luxardo (Av. Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré)
Oficina: “Documentário de Impacto”, com Rodrigo Grillo (UFPA), de 03 a 07/06, de 9h às 12h, no Sesc Ver-o-Peso (Boulevard Castilhos França, 522/523)
Encerramento: 07/06, às 18h no Teatro Maria Sylvia Nunes (Estação das Docas) com cerimônia de Premiação do Festival nas Categorias Júri Oficial e Público

Entrada gratuita.

Confira programação completa em: http://amazoniadoc.com.br/

Informações: (91) 3349-2018 / [email protected]

Assessoria de imprensa: Dominik Giusti/Sorella Conteúdo

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