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Mudança climática pode causar extinção dos ornitorrincos

Incêndios e onda de calor fizeram com que rios secassem, deixando animais sem ter onde viver. Populações podem diminuir em até 66% em 50 anos

Um dos mais exóticos e conhecidos animais da Austrália, os ornitorrincos correm risco de extinção, segundo um estudo publicado no país nesta segunda-feira (20), devido à mudança climática e à perda de seu hábitat natural.

A forte seca que atinge a Austrália desde o ano passado, uma das piores das últimas décadas, fez com que os rios secassem. Sem eles, esses animais de hábitos noturnos muito comuns no leste do país e na ilha da Tasmânia não têm onde viver.

“Esses perigos expõem os ornitorrincos a uma pior situação de extinção local sem a capacidade de povoar novamente essas áreas”, disse Gilad Bino, líder da pesquisa no Centro de Estudos de Ecossistemas da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW).

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Diminuição da população

O estudo, publicado na revista científica Biological Conservation, calcula que, com as atuais condições climáticas, taxas de desmatamento de árvores e fragmentação de diques, o número de ornitorrincos será reduzido entre 47% e 66% nos próximos 50 anos.

Os ornitorrincos já são classificados pela União Nacional para a Conservação da Natureza como “quase ameaçados”. No entanto, muitos estados da Austrália não incluíram o animal em qualquer lista de proteção, com exceção da Austrália do Sul, que os considera com uma “espécie em perigo”.

Os pesquisadores afirmaram que as evidências cada vez mais abundantes mostram que o ornitorrinco, assim como outras espécies nativas da Austrália, estão caminhando para a extinção e pediram ações urgentes para protegê-los.

O diretor do Centro para a Ciência dos Ecossistemas da UNSW, Richard Kingsford, disse que os ornitorrincos vivem em áreas onde as expansões humana e urbana colocaram em risco suas vidas e arrasaram o hábitat desses animais.

“Isso inclui as barragens que freiam sua movimentação, a agricultura que destrói suas tocas, os equipamentos de pescar e as redes que podem fazer com que se afoguem, assim como raposas, que são espécies invasoras”, afirmou Kingsford.

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