Padrasto é preso por estupro de 3 enteadas indígenas no Amapá; duas delas tiveram bebês

Vítimas são todas menores de idade, entre 11 e 15 anos. Detenção aconteceu um dia após vítimas serem ouvidas, nesta quinta-feira (15), em Oiapoque.

A Polícia Civil do Amapá prendeu, nesta quinta-feira (15), um homem que teria estuprado 3 enteadas indígenas, com idades entre 11 e 15 anos. Duas delas chegaram a engravidar e ter bebês. A suspeita é que o padrasto das vítimas seja o pai dessas crianças.

Os casos ocorreram em Oiapoque, área de fronteira no Norte do estado. A vítima de 11 anos e a de 15 anos foram ouvidas na quarta-feira (14) e exames de corpo de delito confirmaram os abusos. A adolescente de 13 anos não foi ouvida porque estava internada em decorrência do parto.

Conforme o delegado Charles Corrêa, a adolescente de 15 anos detalhou que era estuprada desde os 13 anos, que engravidou e teve um filho em consequência desses abusos.

“Todos eram ameaçados de morte pelo padrasto. […] A irmã delas de 13 anos, segundo as irmãs, engravidou desse padrasto. Ela está em resguardo no hospital. A de 15 anos já teve um filho há cerca de um ano. Nós de imediato realizamos as perícias necessárias e representamos pela prisão preventiva”, declarou Corrêa.

Padrasto foi preso nesta quinta-feira (15) — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Padrasto foi preso nesta quinta-feira (15) — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os casos chegaram ao conhecimento da polícia há meses, mas só agora houve a confirmação. Em fevereiro, numa visita domiciliar, a mãe, o padrasto e os menores (incluindo o irmão de 9 anos) negaram que teria ocorrido a prática criminosa. Mas as menores ouvidas nesta quarta-feira passaram a morar com o pai biológico e contaram para a polícia que foram violentadas.

O relacionamento da mãe com o padrasto dura 3 anos e, segundo a Civil, os abusos ocorriam ao longo desse tempo.

“Essas meninas estavam agoniadas porque tinham medo de voltar pra casa. A mãe, segundo elas, está conivente, acobertando o padrasto”, acrescentou o delegado.

Nesta quinta, o Judiciário decretou a prisão preventiva do padrasto. No interrogatório feito na delegacia, ele preferiu ficar em silêncio.

As vítimas foram atendidas horas após a reinauguração do Gabinete de Acolhimento da Mulher, Criança e Adolescente no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) de Oiapoque, no contexto da Operação Hórus. O local foi reaberto com a intenção de fortalecer a Rede de Proteção à Mulher, Criança e Adolescente, e pode ser usado por policiais e demais membros dessa Rede.

Do G1 Amapá

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