O movimento ‘Mães pela Diversidade’, que apoia familiares de pessoas LGBTQIA+ é parceiro do Governo do Amapá

No Amapá, a Organização Não Governamental atua há mais de dois anos.

Por: Alice Palmerim

Acolhendo e orientando famílias que enfrentam desafios relacionados à orientação sexual sobre o processo de transição de gênero dos filhos, o grupo “Mães Pela Diversidade”, Organização Não Governamental (ONG), é parceiro do Núcleo de Acolhimento às Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (AMA-LBTI), do Governo do Amapá.

O AMA-LBTI, oferece serviços de cidadania, saúde e educação para pessoas em situação de vulnerabilidade social e emocional. A parceria permite o fortalecimento de políticas públicas da população LGBTQIA+ e também oferece serviço jurídico para a retificação e inclusão de nome social.

A instituição atua no estado, há mais de dois anos e é composta por 26 integrantes que lutam pelos direitos e por mais respeito pelas pessoas LGBTQIA+. Coordenado pela veterinária Luciana Valois, de 42 anos, que é mãe de um adolescente trans, de 17 anos, ela orienta como os pais podem proceder no que diz respeito aos processos de transição de gênero.  

“Em primeiro lugar, temos que lembrar que não se trata de uma doença, logo não há tratamento. Estamos aqui, mães e pais, para amar, acolher e apoiar nossos filhos e para garantir que seus direitos sejam respeitados, para que eles tenham uma vida linda e digna como qualquer pessoa. Nosso papel é amar e quem ama, cuida”, destacou Luciana. 

Luciana disse ainda, que é importante que as pessoas que estejam passando por esse processo, tenham a ajuda de profissionais como, psicólogos e médicos, além de ter uma rede de apoio, fundamental para tornar esse processo mais natural e menos doloroso. O diálogo e a compreensão ainda são fundamentais para uma boa convivência entre pais e filhos e é preciso compreender que durante o processo de transição e aceitação existem dois aspectos de luto, como explica a psicóloga do Centro Amapá LBTI, Karine Silva, que atua há cinco anos no estado. 

“No processo de transição existem dois tipos de dor: o sofrimento de uma pessoa que cresceu e que teve suas vivências baseadas em uma orientação sexual que não lhe encaixava e o sentimento dos pais. É fundamental acolher os pais, porque eles sentem que “perderam” seu filho ou filha e desconhecem a criança que eles criaram. Um dos passos mais importantes é recriar o vínculo desses pais com essa nova filha ou filho”, explicou a profissional.

O Brasil é o país responsável pelo maior número de mortes de pessoas trans e travestis no mundo. Segundo o Observatório de Mortes e Violências de pessoas LGBTQIA+ em 2023, foram registradas 230 mortes violentas no país. Dessas, 184 correspondem a assassinatos, seguido de 18 suicídios em decorrência de preconceito e discriminação, e 28 a outras causas. 

Serviço:

O grupo “Mães da Diversidade” atende pelo número (96) 98111-5024. 

 Fotos: Aog Rocha/GEA e Arquivo Pessoal

Secretaria de Estado da Comunicação – SECOM

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