“Amazônia Xamã” chega a novos festivais e soma 10 prêmios internacionais
Curta-metragem dirigido por Rodrigo Pedroza amplia circulação internacional e leva uma narrativa amazônica a festivais nos Estados Unidos e na Europa
O curta-metragem amapaense “Amazônia Xamã”, dirigido pelo cineasta Rodrigo Pedroza, continua ampliando sua trajetória no circuito internacional de cinema. Segundo informações divulgadas pela produção, o filme já soma 10 prêmios internacionais e novas seleções em festivais dos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha.
A produção, lançada em Macapá em dezembro de 2025, apresenta uma narrativa de ficção científica ambientada em um futuro distópico, no qual a Amazônia é marcada pela exploração e pela destruição provocadas por robôs garimpeiros e madeireiros. O protagonista Raoni, último sobrevivente de sua etnia, busca preservar a memória e os conhecimentos ancestrais de seu povo.
A proposta combina elementos de ficção científica, crítica social, questões ambientais e imaginário amazônico. A produção foi realizada com participação majoritária de profissionais do Amapá e teve filmagens em diferentes pontos de Macapá.
Reconhecimento nos Estados Unidos
Entre os resultados já confirmados publicamente está a conquista dos prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção no Nature Without Borders International Film Festival, nos Estados Unidos. O próprio festival registra “Amazônia Xamã” entre os trabalhos reconhecidos na categoria relacionada a culturas indígenas e natureza e em direção.
Antes disso, a produção já havia recebido reconhecimento no Indie Film Fest, também nos Estados Unidos. Em junho, veículos especializados registravam três premiações internacionais para o curta: duas na categoria de Melhor Filme e uma de Melhor Direção.
De acordo com o diretor, Rodrigo Pedroza, a produção também recebeu avaliação máxima em todos os quesitos de uma crítica realizada em um festival de Los Angeles.
A equipe classifica o resultado como um dos principais destaques da trajetória internacional da obra e afirma que a avaliação coloca “Amazônia Xamã” entre produções que alcançaram desempenho excepcional na análise crítica.
Nova premiação em Nova York
A produção também vem acumulando reconhecimentos em Nova York. Depois de participar do circuito de festivais da cidade, “Amazônia Xamã” recebeu, segundo a produção, seu segundo prêmio em um festival nova-iorquino, desta vez no New York Film and Cinematography Award.
A trajetória em Nova York começou com a seleção para o New York Indie Shorts Awards, onde o curta integrou a mostra competitiva e teve exibição prevista para agosto de 2026. O festival reúne produções independentes de diferentes países e já teve entre seus participantes filmes posteriormente reconhecidos em grandes premiações.
A presença nesses eventos ampliou a circulação do cinema produzido no Amapá e colocou uma história ambientada na Amazônia em contato com públicos e profissionais de diferentes países.
Novas seleções na Europa
Além dos prêmios, o curta segue recebendo convites e seleções para festivais internacionais.
Segundo Pedroza, a obra foi selecionada para o South Film Fest, na Inglaterra, ampliando a presença do filme no circuito britânico.
A produção também foi selecionada para o Berlin Indie Shorts Festival, na Alemanha. O festival é realizado em Berlim e recebe curtas-metragens de diferentes países, com categorias que incluem melhor filme, direção, cinematografia, roteiro, montagem, som e outras áreas da produção audiovisual.
O Berlin Indie Shorts Festival ainda realiza quatro temporadas ao longo do ano e promove exibições e premiações de filmes selecionados.

Uma história amazônica em circulação pelo mundo
A trajetória internacional de “Amazônia Xamã” começou pouco depois de sua estreia em Macapá e passou por festivais nos Estados Unidos, Europa e outros circuitos internacionais.
Em maio e junho, o filme já havia sido anunciado em eventos como o New York Indie Shorts Awards, o Nature Without Borders International Film Festival e o The Monkey Bread Tree Film Awards, em Londres.
Para além das premiações, a circulação internacional amplia o espaço para uma narrativa construída a partir de referências amazônicas. O filme utiliza um cenário futurista para discutir questões que dialogam com problemas do presente, como exploração ambiental, avanço tecnológico, desigualdade, destruição da floresta e preservação de conhecimentos ancestrais.
Com a soma dos novos reconhecimentos anunciados pela produção, “Amazônia Xamã” chega à marca de 10 prêmios internacionais, enquanto continua percorrendo festivais e ampliando a presença do audiovisual amapaense fora do Brasil.
A trajetória também chama atenção para a produção cinematográfica realizada longe dos grandes centros do audiovisual brasileiro. Filmado no Amapá e construído majoritariamente por profissionais locais, o curta leva para outras telas uma história que nasce da Amazônia e utiliza a ficção científica para refletir sobre os caminhos possíveis para a região.
Direção: Rodrigo Pedroza
Filme: “Amazônia Xamã”
Gênero: Ficção científica
Produção: Amapá, Brasil
Estreia: dezembro de 2025, em Macapá

