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Organização de estoque na CAF garante medicamentos para soropositivos

Vários Estados brasileiros experimentaram, nos últimos meses, uma carência no abastecimento dos medicamentos retrovirais para pacientes soropositivo devido a problemas de logística originados no Ministério da Saúde. O Amapá, no entanto, conseguiu manter o seu atendimento regular devido ao estoque de emergências elaborado no Serviço de Assistência Especializada (SAE), sendo um dos poucos Estados no Brasil que não passam, atualmente, por problemas com a falta de medicamentos para HIV e Aids.

De acordo com a Central de Abastecimento Farmacêutico do Amapá (CAF), atrasos na entrega de medicamentos através do governo federal não são surpresa, devido ao isolamento geográfico do Amapá. Em função disso, foi montado um planejamento para emergências, de modo que o SAE sempre tem medicamentos retrovirais em estoque para dois meses, sem reabastecimento.

Segundo o secretário-adjunto de Atenção à Saúde, Joel Brito, a demanda de medicamentos para tratamento do HIV é de responsabilidade dos farmacêuticos que atuam no SAE e na CAF e após a posse de novos profissionais, ocorrida na semana passada, o setor ficará ainda mais organizado.

"O Ministério a Saúde precisa tomar conhecimento de quantos pacientes existem e quantos fazem uso daquele tipo de coquetel e essas informações são fornecidas pelos coordenadores e farmacêuticos do setor. Na semana passada, chamamos mais farmacêuticos aprovados no último concurso público e alguns deles passarão a reforçar o quadro de funcionários da Central de Abastecimento Farmacêutico, do Serviço de Assistência Especializada e da Coordenação de Vigilância Sanitária", informou.

Além dos medicamentos em estoque, os pacientes amapaenses com HIV poderão contar com uma nova droga enviada pelo Ministério da Saúde na semana passada. Trata-se da dose fixa combinada, composta pelos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg).

A Central de Abastecimento Farmacêutico recebeu 4,8 mil comprimidos, o que deve ser suficiente para suprir os pacientes por todo o ano de 2015. "Esses medicamentos serão administrados aos pacientes que estão iniciando o tratamento. No caso dos pacientes que já vinham usando o outro coquetel, caberá ao medico e ao farmacêutico optarem pela mudança no tratamento para a dose fixa combinada. Essa diretriz foi preestabelecida pelo Ministério da Saúde", explicou Joel.

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