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Com uma demanda de 6 mil obesos, Amapá vai reimplantar Programa de Cirurgia Bariátrica

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) vai restabelecer o Programa de Cirurgia Bariátrica para o tratamento da obesidade mórbida no Amapá. O programa prevê a atuação de duas equipes na realização das cirurgias também conhecidas como “redução de estômago”.

As intervenções serão realizadas por videolaparoscopia, método menos invasivo, com menor risco em relação à cirurgia aberta e de recuperação mais rápida do paciente. Para isso, a Sesa está em fase de elaboração do processo de aquisição da torre de vídeo, por meio de contrato de comodato, que dará condições para a realização do procedimento no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL).

No Hospital São Camilo também terá uma equipe de médicos responsável pela realização das cirurgias que serão acordadas no Plano Operativo entre o hospital e a Sesa, que está em fase final de elaboração.

O programa irá atender a pacientes de todo o Estado e, segundo informações da Coordenadoria de Assistência Hospitalar (CAH), existe uma demanda reprimida de pelo menos 6 mil pessoas com obesidade mórbida, que aguardam na fila de espera para a realização da cirurgia.

Os pacientes que se submeterem à cirurgia de redução de estômago receberão tratamento humanizado e multidisciplinar com psicólogos, nutricionistas e até cirurgiões plásticos, para os caso de cirurgias reparadoras, gratuitamente, pois as despesas serão pagas pelo SUS.

A coordenadora do CAH, Karlene Lamberg, informou que a secretaria trabalha na elaboração dos processos e que o serviço ainda não tem uma data pré-definida para retornar. “Estamos na expectativa de que, no próximo semestre, o programa seja reativado”, concluiu.

O público-alvo do programa são pessoas com obesidade mórbida – distúrbio caracterizado quando o paciente alcança um Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou superior a 40kg/m².

O índice é obtido a partir de um cálculo em que o peso é dividido pela altura ao quadrado. Além do índice de massa corpórea, também são levados em conta a existência de doenças crônicas desencadeadas ou agravadas pela obesidade, como pressão alta e diabetes.

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