Fotógrafo Sebastião Salgado cria calendário com imagens de índios do Acre

O calendário apresenta imagens capturadas por Sebastião Salgado durante visita ao povo Ashaninka. Foto: Sérgio Vale/Secom)

Como resultado do trabalho feito durante visita ao povo Ashaninka, no Acre, em 2016, o renomado fotógrafo Sebastião Salgado produziu um calendário com as imagens capturadas por ele. Salgado passou 20 dias com os ashaninkas e outros 20 com os yawanawás.

Além disso, em Rio Branco, recebeu a outorga de doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Acre (Ufac), título entregue a grandes personalidades que tiveram significativa contribuição social a causas científicas, das letras, artísticas, sociais ou da paz.

Na mesma ocasião, também proferiu uma palestra intitulada “Uma História de Vida”, em que contou sua trajetória profissional e pessoal, sobre como se encontrou com a fotografia social e como passou a acreditar no planeta.

Sobre Sebastião Ribeiro Salgado Júnior

Sebastião Salgago nasceu em Aimorés (MG), em 1944. É doutor em Economia e, entre 1971 e 1973, trabalhou para a Organização Internacional do Café, em Londres, Inglaterra. Decidiu tornar-se fotógrafo quando coordenava um projeto sobre a cultura do café, na Angola.

Focado no forte teor social em crítico em seu trabalho, percorreu a região de Sahel, na África, com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras. A viagem resultou em registros da devastação causada pela seca na década de 80.

Produziu, ainda, a série Trabalhadores, na qual documentou o trabalho manual e as árduas condições de vida dos operários em várias regiões do mundo.

Salgado recebeu diversos prêmios, tais como Fotografia Humanitária, nos Estados Unidos, em 1982, e Unesco para Iniciativas Bem-Sucedidas, em 1999.

O fortalecimento da cultura indígena é uma política de governo que tem resultado no aumento do número de festivais promovidos pelos povos indígenas. Só em 2016, foram realizados 11 festivais nas regiões do Vale do Juruá e Tarauacá/Envira, além do Festival Eskawatã Kawai. Todos contam com apoio governo do Estado.

Pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo vêm ao Acre prestigiar as festividades, o que consolida o potencial turístico dos festivais. “O fortalecimento cultural é muito forte, já que os eventos reúnem dança, culinária, bebidas, pajelanças e outas atividades relevantes dos povos”, diz o assessor indígena do Estado, Zezinho Yube.

 

Agencia Acre de Notícias

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