Estudo mostra que machismo retira R$ 461 bi da economia

Diferença entre salários de homens e mulheres no Brasil é, em média, de 24,26%, segundo o IBGE

LUDMILA PIZARRO

O machismo corporativo custa ao Brasil R$ 461 bilhões. Essa é a quantia que seria injetada na economia do país de uma vez só se os salários de homens e mulheres fossem equiparados, segundo a pesquisa “Brasileiras”, do instituto Locomotiva. “A naturalização do machismo é, ao mesmo tempo, causa e consequência da desigualdade de gênero”, conta o presidente do instituto, Renato Meirelles. No levantamento, ele dá seu próprio exemplo. “Sou homem, branco, paulistano, com curso superior e tenho 39 anos. Pelo simples fato de ser homem, ganho 69% a mais do que uma mulher, branca, paulistana, de 39 anos, com a mesma formação”, aponta. Dados do IBGE do terceiro trimestre de 2017 mostram que a média de rendimento das brasileiras é 24,26% menor que a dos homens no país.

Um estudo de 2017 feito pelo site da Catho com mais de 13 mil profissionais avaliou a média salarial de homens e mulheres em 38 áreas, e só em duas as mulheres tinham salários maiores: academias e empresas de comunicação e editoração. Já na área de contabilidade, por exemplo, mulheres ganham, em média, 44,9% menos que os homens. “Essa realidade é resultado de uma cultura machista que só permitiu que a emancipação das mulheres brasileiras pudesse dar seus primeiros passos na década de 70”, diz a consultora de carreira da Catho Elen Souza.

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