Índios yanomamis apostam no turismo para afastar ameaça de garimpo e ganhar autonomia

João Fellet

Fechado a turistas desde 2013, o Pico da Neblina – ponto mais alto do Brasil, a 2.994 metros acima do nível do mar – está sendo reaberto à visitação.

A montanha, próxima à fronteira com a Venezuela, deve receber os primeiros grupos de turistas até o fim do ano. A atividade será gerida por comunidades do povo yanomami, cujo território se sobrepõe a boa parte do Parque Nacional do Pico da Neblina.

A BBC visitou aldeias yanomamis da região de Maturacá em novembro, quando acompanhava uma expedição pioneira de biólogos da USP ao Pico da Neblina – chamado pelos indígenas de Yaripo.

As comunidades ficam a alguns dias de caminhada do pico e são vizinhas do 5º Pelotão Especial de Fronteira, uma base do Exército dentro da Terra Indígena Yanomami.

Dezenas de homens e mulheres foram treinados nos últimos anos para receber os turistas, iniciativa apoiada pelo Instituto Socioambiental (ISA) e órgãos do governo.

As comunidades esperam que o turismo dê mais autonomia às comunidades e afaste os apelos do garimpo, que já deixou sequelas na região.

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