Pará investiga 11 casos suspeitos de raiva humana em crianças

Juliana Cézar Nunes

A Secretaria de Saúde Pública do Pará investiga 11 casos suspeitos de raiva humana em crianças entre 2 e 11 anos. Quatro delas estão internadas no Hospital da Santa Casa, em Belém.

Das cinco mortes sob investigação, uma delas já teve um primeiro diagnóstico positivo para raiva humana confirmado pelo Instituto Evandro Chagas.

Outras coletas sorológicas foram realizadas em pacientes internados e encaminhadas para o Instituto Pasteur, em São Paulo.

Nesta segunda-feira (14), a Secretaria de Saúde enviou ao município de Melgaço, no Arquipélago do Marajó, 1 mil doses de vacinas antirrábicas e 300 frascos de soros antirrábicos para reforçar o trabalho de prevenção e investigação dos casos suspeitos de raiva humana.

As ações estão concentradas na localidade de Rio Laguna, onde residem aproximadamente 1mil pessoas. Até o momento já foram vacinadas 500 pessoas e entregues mosquiteiros para toda a população.

Desde o dia 4 de maio, equipes de órgãos estaduais e do Ministério da Saúde investigam as possíveis causas da contaminação por raiva humana no Pará. Os pacientes internados apresentaram quadro semelhante, com sinais e sintomas como febre, falta de ar, dor de cabeça, dor abdominal e problemas neurológicos.

O Pará não registrava casos de raiva humana desde 2005, quando 15 casos foram notificados.

No ano passado, duas crianças de uma mesma família morreram de raiva humana no Amazonas após serem mordidas por um morcego hematófago.

Um irmão das crianças sobreviveu, com graves sequelas.

A raiva humana é uma doença de difícil tratamento e a principal forma de prevenção é a vacina, que não está prevista no calendário obrigatório.

Rádio Nacional

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