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9 requisitos que estão fora de moda no mercado de trabalho

“O mercado de trabalho é extremamente dinâmico. O que se incluía em um currículo há dez ou quinze anos atrás não faz mais sentido hoje”, afirma consultor

Até pouco tempo atrás era comum encontrar em ofertas de emprego pré-requisitos descritos nos anúncios como frequentar faculdades de primeira linha e ter boa aparência. Hoje estas e outras exigências não estampam mais as ofertas de emprego, seja por questões de ajuste de mercado ou até mesmo por mudanças culturais. Muitas das informações que constavam em um currículo acabaram caindo em desuso e sendo substituídas por novas demandas da sociedade, empresas e recrutadores.

“O mercado de trabalho é extremamente dinâmico. O que se incluía em um currículo há dez ou quinze anos atrás não faz mais sentido hoje. A gente costuma dizer que o papel aceita tudo e hoje os processos de seleção são cada vez mais criteriosos. Nós conseguimos detectar durante as entrevistas o que realmente importa às empresas e o que elas buscam em um candidato. A exigência hoje é diferente. São valorizados candidatos com resiliência, proatividade, entrega e com boa qualificação comportamental. Há outros valores envolvidos na hora de selecionar um candidato”, explica Renato Trindade, gerente da Page Personnel, empresa global de recrutamento especializado em profissionais de nível técnico e suporte à gestão, parte do PageGroup.

Confira alguns tabus que foram eliminados do mercado, de acordo com o consultor:

Faculdade de primeira linha
Era muito comum encontrar em anúncios de emprego que o candidato tivesse frequentado faculdade de primeira linha. Hoje essa exigência já não existe mais e praticamente foi abolida pelos recrutadores. “Não adianta nada o candidato frequentar uma faculdade de primeira linha e não ter uma entrega de primeira linha. O mercado olha e avalia mais o que esse profissional tem para entregar em questões de resultados do que simplesmente ver onde ele estudou. Vale muito mais um profissional com bom desempenho e dedicação. Hoje a questão comportamental tem prevalecido sobre a técnica”, avalia Trindade, da Page Personnel.

Demissão
Outra questão que assombrava candidatos era incluir em seu currículo que havia sido demitido. Ter essa experiência no histórico profissional era sinônimo de fracasso e insucesso. Hoje esse fantasma não assusta mais profissionais em busca de recolocação. “É muito comum que um profissional tenha experiência em diferentes empresas. Era comum que um executivo fizesse carreira numa mesma empresa e por lá permanecesse por 20 ou 30 anos. Agora, por diversas questões conjunturais, como crise, adequação de equipe, perfil inadequado, impactam na demissão de um funcionário. E não é demérito nenhum ser demitido nesses casos. O que não é permitido é mentir no currículo. Não vale dizer que foi desligado por um motivo e na verdade ter outro. Isso sim pega muito mal”, conta o consultor.

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