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As dietas detox realmente fazem bem para a saúde?

Claudia Hammond

Bebeu ou comeu demais? Pois você já deve ter ouvido falar em detox. Atualmente, há uma abundância de produtos e serviços que prometem a remoção de substâncias tóxicas do nosso corpo, desde massagens e vitaminas até chás de ervas e dietas de jejum.

Mas há evidência científica de que esses métodos funcionam?

A palavra desintoxicação é usada de duas maneiras muito diferentes. Uma delas refere-se aos programas de desintoxicação médica que ajudam as pessoas com problemas sérios de álcool ou drogas a ficarem limpos.

A outra é a desintoxicação “feita em casa” e que livraria nosso corpo de toxinas prejudiciais, como substâncias naturais tóxicas e produtos sintéticos químicos.

Toxinas no corpo

Fato é que, ao cortar o consumo de álcool, as toxinas acabam sendo eliminadas do nosso corpo. Mas isso acontece todos os dias, não apenas quando você bebe sucos de verduras ou legumes crus. Contamos com um sistema inteligente para nos livrar das toxinas. Se não, estaríamos em apuros.

Basicamente, nosso corpo está constantemente trabalhando para evitar ou eliminar toxinas – desde a pele atuando como uma barreira até os pelos do sistema respiratório retendo partículas no muco. A parte inferior do nosso intestino, por exemplo, contém células linfáticas chamadas placas de Peyer, que se amontoam na parede da membrana mucosa. Elas identificam e protegem o corpo de partículas nocivas, que não são absorvidas pela corrente sanguínea junto com os nutrientes benéficos dos alimentos.

Ou seja, embora tenhamos a sensação de que nossos intestinos estão sujos e precisando de uma limpeza, na verdade, eles estão fazendo seu trabalho.

E se você beber em excesso e de forma constante, isso pode danificar o fígado. Mas o órgão consegue desintoxicar o corpo de quantidades moderadas de álcool.

Então, dietas especiais de desintoxicação funcionam? Elas vão desde aquelas que cortam álcool, cafeína e açúcar refinado a restrições mais rigorosas, nas quais a pessoa só pode consumir líquidos por vários dias – até reintroduzir gradualmente pequenas quantidades de comida.

Em 2012, Edzard Ernst, professor emérito de medicina alternativa da Universidade de Exeter, no Reino Unido, tentou realizar uma revisão sistemática da literatura sobre o detox, mas desistiu da tarefa porque não encontrou estudos suficientes.

Em 2014, dois pesquisadores de Sydney, na Austrália, publicaram uma revisão de estudos sobre dietas detox, mas também enfrentaram dificuldades.

Via BBC

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